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quarta-feira, 3 de fevereiro de 2021

Resenha: trilha sonora de Mulher-Maravilha 1984


O primeiro filme estrelado por Gal Gadot como Mulher-Maravilha foi um tremendo sucesso e a trilha composta por Rupert Gregson-Williams foi pelo mesmo caminho. Quando a sequência foi anunciada pela Warner e Hans Zimmer foi confirmado como compositor dos temas de "Mulher-Maravilha (1984), as expectativas eram enormes para filme e trilha. Infelizmente, só uma delas se cumpriu.

E falo da trilha, já que o filme é péssimo em níveis assustadores.

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Mesmo dentro de uma narrativa confusa, uma edição ruim e uma história sem sentido, o longa tem na trilha de Hans Zimmer seu único mérito. O compositor, experiente e de identidade sonora firme e conhecida, conseguiu fazer em pouco mais de 90 minutos o que o filme não faz em momento algum: criar uma narrativa sólida a ponto de querer seguir na audição para saber no que vai dar. Ou seja, tudo normal no Mundo Hans Zimmer.

Algo sempre a ser destacado em Zimmer é como ele consegue estruturar uma ideia de tema usando várias frentes. "Games", a segunda faixa da trilha sonora, é um bom exemplo disso. Tem uma parte mais eletrônica, feita com teclado e sintetizador, e também tem aquele tom épico que só as orquestras conseguem dar a um tema bem escrito. A toada é exatamente essa ao longo do trabalho: Zimmer em sua melhor forma mostrando ao mundo porque é um dos melhores compositores de trilhas de todos os tempos. "1984", "The White House" e "Lord of Desire" são os outros destaques do álbum.

Ao conseguir criar um clima na medida certa, o compositor prova, mais uma vez, que existem filmes que não merecem as trilhas que têm. É o caso de "Mulher-Maravilha 1984", um arremedo de várias ideias costuradas por quem quis colocar quatro enredos diferentes em uma mesma história. Um dos méritos da DC no cinema é justamente o cuidado com as músicas e o bom uso delas. Só que não adianta nada disso que os filmes continuarem pecando pela irregularidade.

Avaliação: muito bom

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