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quarta-feira, 20 de maio de 2020

Regina Duarte deixa Cultura sem nunca ter sido nada além de um enfeite

Foto: Reprodução/ Jair Bolsonaro/ Twitter

Nesta quarta-feira (20), Regina Duarte deixou a secretaria especial da Cultura. Saiu sem nunca ter entrado. Duarte foi um fiasco aos olhos públicos de quem nutria, ainda que mínimas, esperanças de uma boa gestão em meio a uma pandemia. A ex-atriz continua no governo, agora na Cinemateca em São Paulo, deixando um gosto amargo em quem esperava muito, principalmente dos ex-colegas de profissão, e um "eu já sabia" de quem não esperava nada.

Muitos dirão que a missão não era das mais fáceis, afinal olha o que tá aí, tá ok? Mas ela é uma apoiadora histérica desse governo, dessas que, se pudesse, estaria no cercadinho diariamente gritando palavras de ordem e berrando contra a imprensa diariamente. Mesmo sendo fritada todos os dias pela chamada ala ideológica do governo, ela não abandonou Jair Bolsonaro em momento algum. A entrevista para CNN Brasil serviu de termômetro para ver o alinhamento dela com o governo. É 100%.

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Ao longo de pouco mais de três meses como secretária especial da Cultura, nada foi feito de efetivo na área para amenizar o fato de cinemas, casas de shows e espetáculos estarem fechadas por tempo indeterminado em todo Brasil. Nenhuma medida efetiva foi tomada para tornar a vida desses trabalhadores, do eletricista ao maquiador, um pouco menos pior em um momento tão difícil. Tudo que Regina Duarte fez foi apoiar os passeios públicos de Bolsonaro e publicar fotos defendendo o fim do STF (Superior Tribunal Federal).

Também durante a curta gestão, ela foi alvo dos ex-colegas com cartas, tuítes e abaixo-assinados contra a gestão. Sumida durante alguns dias, apareceu na CNN Brasil no início deste mês. Foi um desastre. E o processo de fritura antes discreto, virou público. Todos sabiam que ela seria demitida em algum momento, só faltava assinar, como diriam alguns jornalistas de futebol sobre a saída de algum técnico. Chegou o dia.

O último ato não poderia ter sido algo mais patético: um vídeo para as redes sociais em que serve de apoio, quase um alívio cômico, ao presidente em um pedido para sair por "saudade da família". A antes namoradinha do Brasil contentou-se com isso ao largar uma carreira na TV. Mas a fidelidade acaba sendo premiada ao conseguir um um novo cargo público no terceiro escalão.

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