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terça-feira, 24 de maio de 2016

Bob Dylan, 75

Foto: Bob Dylan/Facebook/John Shearer

Cantor segue em atividade com pouco mais de 50 anos de carreira

É difícil colocar em palavras o quanto Bob Dylan está presente na vida das pessoas, incluindo a minha. Em uma carreira com mais de 50 anos e mais de 40 discos lançados, é difícil não ter pelo menos uma música favorita. Claro, tem gente que não gosta, e isso deve ser respeitado, mas hoje é o momento de exaltar esse compositor da pequena cidade de Duluth, Minnesota.

É incrível como ele ainda se mantém ativo com mais de 50 anos de carreira. E é ainda mais incrível como ele conseguiu um segundo auge na carreira, chance que poucos têm e/ou aproveitam da maneira certa. Desde 1997, Dylan vem em uma crescente em seus trabalhos inéditos. O último deles é o ótimo Tempest, de 2012, com a ótima faixa de abertura "Duquesne Whistle".

Mais Bob Dylan:

Discos para história: Highway 61 Revisited, de Bob Dylan (1965)
Três documentários: Jools Holland, Bob Dylan e Motörhead
Discos para história: Time Out of Mind, de Bob Dylan (1997)
Like a Rolling Stone, 50
Resenha: Bob Dylan - Shadows in the Night
Discos para história: Bringing It All Back Home, de Bob Dylan (1965)
Discos para história: Another Side of Bob Dylan, de Bob Dylan (1964)
Cohen, Dylan e Smith
Discos para história: The Freewheelin’ Bob Dylan, de Bob Dylan (1963)
Discos para história: The Times They Are a-Changin', de Bob Dylan (1964)

Nos últimos meses, ele tem se concentrado em fazer covers de Frank Sinatra, o que rendeu dois discos, sendo um lançado há poucos dias. Dylan chegou ao ponto de fazer o que quiser, quando quer e como quer. Isso é muito bom nesse ponto da carreira, porque mostra que Dylan ainda deseja sair de amarras para fazer o que gosta. E se ele pode, por que não fazer?

Ao ouvir algumas de suas canções, é possível entender o início dos anos 1960 nos Estados Unidos, e elas envelheceram muito bem com o passar dos anos. Dylan não é mais aquele garoto que participava de protestos ao lado de Joan Baez, nem é mais aquele cara que empunhou uma guitarra para desafiar a si mesmo e todo seu sucesso. É difícil saber quem é Dylan em 2016. Um pouco de cada? Pode ser, mas parece haver algo a mais nele.

Tive a chance de vê-lo em 2012, em São Paulo, e ele tem uma áurea gigante. A sensação  ser alguém muito pequeno diante de alguém tão grande na música. Saí diferente daquele show e muito impressionado, porque é uma chance única na vida. Assim como foi ver Eric Clapton, Paul McCartney e Ringo Starr. Sempre parece que será a última vez, e fico feliz de lembrar dessas apresentações.

Parabéns, Dylan.



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