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sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015

Resenha: José González – Vestiges and Claws


Pelo nome, você pode até pensar que José González nasceu em algum lugar das Américas. Filhos de imigrantes argentinos, o cantor e compositor é de origem sueca, e vem lançando discos nos últimos 12 anos, mas ficou de 2007 até este ano lançando apenas EPs com até cinco músicas.

Isso mudou com Vestiges and Claws, seu terceiro trabalho de estúdio completo. Aos 36 anos, ele aposta em um modelo simples de música, o folk, e usa apenas seu violão para gravar grande parte das canções.

A carta de intenções do álbum é assinada com "With the Ink of a Ghost". Toda no violão, ela é suave e nenhum outro instrumento é necessário para fazer a melodia. É aqui que essa espécie de Marcelo Camelo sueco começa seu trabalho. Tão sonolenta, "Let It Carry You" pode tocar o coração de muitas pessoas. No meu caso, tocou uma preguiça gigante.

Por ser mais curta e menos pretensiosa, até que "Stories We Build, Stories We Tell" funciona bem e sua melodia é bem fácil de acompanhar, enquanto "The Forest" parece trilha sonora de final de filme em que o protagonista acaba sua jornada em busca de si próprio e volta para casa com uma visão diferente do mundo.

Em "Leap Off/The Cave", parece que é a mesma música de antes, que parece com a anterior... Metade do disco, e tudo é enfadonho, pesado e chato. Nada melhor em "Every Age", que parece uma canção de ninar de tão lenta e cheia de pretensão. Não pensei que ainda haveria espaço para algum elogio, mas há. "What Will" funciona bem, principalmente pela boa letra – e apesar de ser a com maior duração. "Vissel" é toda instrumental e acaba ajudando na introdução da ótima (mesmo) "Afterglow". Cara de single, funciona muito bem no disco e deve ficar ainda melhor ao vivo, já "Open Book" encerra o disco com um mero ‘ok’.

Eu estou cansado desse tipo de disco em que nada é diferente é explorado. Não há problema algum em pegar o violão e gravar algumas músicas, e é ótimo pensar que ainda há gente disposta a fazer esse tipo de canção. Mas, no caso específico deste álbum, faltou alguma coisa. Faltou tempero, sabe? É sem graça e sem sal, e sinto que perdi alguns minutos irrecuperáveis da minha vida.

Tracklist:

1 - "With the Ink of a Ghost"
2 - "Let It Carry You"
3 - "Stories We Build, Stories We Tell"
4 - "The Forest"
5 - "Leap Off/The Cave"
6 - "Every Age"
7 - "What Will"
8 - "Vissel"
9 - "Afterglow"
10 - "Open Book"


Nota: 1/5

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