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quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

Resenha: Viet Cong – Viet Cong


Nenhuma banda aparece do nada, mas é sempre ótimo ver um grupo lançando seu primeiro disco. Formados em Calgary, no Canadá, o Viet Cong é formado pelo baixista e vocalista Matt Flegel, o baterista Mike Wallace e os guitarristas Scott Munro e Daniel Christiansen. A formação dessa nova banda passa pela morte do guitarrista Christopher Reimer, que culminou com o fim em definitivo do Woman.

Ou seja, o Viet Cong nada mais é que um recomeço para quase todos esses caras que perderam um amigo de banda e de palco. Lançado pela gravadora Jagjaguwar/Flemish Eye, o álbum homônimo não tem nenhum convidado ou instrumento fora da curva. São apenas eles tocando do início ao fim.

A melodia de "Newspaper Spoons" chega próximo do que o Interpol faz, a diferença é que o Viet Cong optou por algo mais delicado e menos cheio de melancolia, mas a segunda faixa, "Pointless Experience", pende mais para uma mistura entre shoegaze e punk. É muito diferente o que eles fazem, e isso é bem interessante.

Com quase metade da canção instrumental, o Viet Cong quase faz de "March of Progress" um hino. Mesmo com apenas quatro pessoas, a qualidade da faixa e o número de elementos nela são quase uma aula de como fazer esse tipo de música. A influência da cena alternativa dos anos 1980 é visível em "Bunker Buster" e "Continental Shelf" e seus traços de Echo and the Bunnymen, Guided by Voices e outros grupos do estilo.

Saindo do alternativo e batendo as portas no punk, "Silhouettes" é a mais dançante e animada de todo trabalho. Com mais de onze minutos, "Death" é a mostra que dá para fazer uma música longa cheia de bons elementos em uma imensa jam session cheia de reviravoltas. Deve funcionar muito bem ao vivo.

Essa onda de retorno do pós-punk, com todas as suas variáveis incluídas, é um movimento interessante que vem acontecendo há algum tempo. Por exemplo, a profusão de bandas que se dizem shoegaze e/ou pós-punk aumentou muito nos últimos tempos. O caso do Viet Cong acaba sendo aquele que todos vão prestar mais atenção porque a Pitchfork está falando bastante deles nas últimas semanas.

Dentro do que eles falam e apresentam, essa estreia é boa. Claro, como primeiro disco, ainda precisam arredondar certas coisas para fluir um pouco mais. Mas há potencial, sem dúvida, principalmente para boas apresentações ao vivo, já que eles conseguem criar um clima muito bom durante os pouco mais de 30 minutos de audição.

Tracklist:

1 - "Newspaper Spoons"
2 - "Pointless Experience"
3 - "March of Progress"
4 - "Bunker Buster"
5 - "Continental Shelf"
6 - "Silhouettes"
7 - "Death"

Nota: 3,5/5



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