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quinta-feira, 22 de janeiro de 2015

Resenha: Jazmine Sullivan - Reality Show


Algumas pessoas que fazem parte da chamada indústria musical ficam desgostosos com a carreira em certo momento da vida. Por não conseguir o que desejava, por querer um pouco de paz ou qualquer outro motivo. Em 2010, Jazmine Sullivan tomou a decisão de dar um tempo na carreira e alegou que não estava “se divertindo como antes”.

Cinco anos depois de colocar a carreira de lado, a cantora resolveu voltar em 2015. E não apenas com shows ou algum trabalho especial, mas um disco de inéditas. Reality Show é seu terceiro álbum de estúdio desde 2008 e marca seu retorno oficial às paradas.

A forte batida no início de "Dumb" lembra muito rappers dos anos 1990, como R Kelly, LL Cool J e outros que fizeram muito sucesso no mainstream com suas letras pop. Pode até parecer que o disco inteiro seria nesse ritmo, mas engana-se quem pensa isso. "Mascara”, segunda faixa, é um soul de alta qualidade que mistura boa melodia com uma batida eletrônica que só somou ao conjunto da obra.

Mais uma vez a mescla entre eletrônico e outro ritmo, agora o R&B, consegue agradar. "Brand New" é outra canção que carrega muito dos melhores momentos do gênero há 15, 20 anos. O mesmo acontece em "Silver Lining", a diferença é que essa não ousa tanto e, nesse caso, optaram pela segurança em usar elementos testados antes. Boa mesmo é "#HoodLove", que, se fosse lançada antes, certamente estaria na trilha sonora de Django Livre.

Feita usando batidas pré-programadas, "Let It Burn" é outro soul de bom nível. E se o recurso de usar computadores funciona em alguns momentos, acaba estragando muito "Veins". Com sua letra muito boa, se fosse por um caminho mais simples teria ficado muito boa, como é o caso de "Forever Don't Last", momento certo para simplificar a melodia e encaixar em uma boa letra.

Dançante, usando o soul como base, "Stupid Girl" tem tudo para ser um ótimo single. Refrão pegajoso, curta, melodia fácil e ainda lembra Amy Winehouse em seus melhores momentos, o oposto de "Stanley", uma espécie de homenagem aos anos 1980 em uma canção muito abaixo da anterior. Mais pop e com a guitarra mais ativa, "Masterpiece (Mona Lisa)" tem um tom épico e deve ficar ainda melhor ao vivo. Uma pena "If You Dare" tem um encerramento muito à David Guetta e caiu um pouco o nível.

Há excelentes momentos, uma pena que algumas canções quebram um pouco o ritmo. Apesar disso, é um álbum bom e que tem chances de se destacar neste ano. O tempo fora não desgastou a voz de Jazmine Sullivan, que conseguiu retornar bem nesse novo trabalho.

Tracklist:

1 - "Dumb"
2 - "Mascara"
3 - "Brand New"
4 - "Silver Lining"
5 - "#HoodLove"
6 - "Let It Burn"
7 - "Veins"
8 - "Forever Don't Last"
9 - "Stupid Girl"
10 - "Stanley"
11 - "Masterpiece (Mona Lisa)"
12 - "If You Dare"

Nota: 3,5/5



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