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quarta-feira, 26 de novembro de 2014

Resenha: Machine Head - Bloodstone & Diamonds



Se eu precisasse explicar o som do Machine Head para uma pessoa alheia a banda, diria que é tudo o que o Metallica sonharia em ser atualmente. Pode até parecer exagero, mas estes californianos, em termos de agressividade, estão a anos-luz de qualquer outra banda.

A trajetória do quarteto teve seus altos e baixos. A banda foi formada em 1991 a partir do Vio-Lence e tem Robb Flynn como guitarrista e vocalista desde seu início. Os dois primeiros registros, Burn My Eyes e The More Things Change..., estão entre os principais álbuns de groove metal, estilo que ganhou notoriedade com o Pantera. Porém, o declínio de qualidade aconteceria com The Burning Red e Supercharger, momento da carreira em que o grupo se jogou no crescente nu metal.

Mas a virada veio com Through the Ashes of Empire, de 2003, após a entrada do guitarrista Phil Demmel, voltando com um thrash metal insano. E a coisa subiria ainda mais de nível: The Blackening e Unto The Locust são discos épicos e espetaculares, principalmente este segundo, superior a quase tudo produzido no heavy metal nos últimos 20 anos. Bloodstone & Diamonds, novo trabalho, marca a estreia do baixista Jared MacEachern. 

“Now We Die” abre o disco com uma introdução de violinos, mas logo riffs extremamente pesados e um potente refrão preenchem os seus sete minutos. "Killers & Kings", o single, é feroz e brutal. “Ghost Will Hunt My Bones” e “Sail Into the Black” esbanjam melancolia, ambas com um coro que dá uma aura totalmente densa. "Night of Long Knives" fala sobre a vida de Charles Manson e é uma assombrosa abundância de peso – um clássico instantâneo. Desacelerando tudo, “Beneath the Slit” é puro sludge metal, arrastada e contrastando com as outras canções.

"Game Over" é um exemplo do ódio de Robb Flynn. Ele joga em forma de música toda a sua raiva contra Adam Duce, baixista que deixou recentemente a banda. A letra é bem explícita. Por fim, a boa instrumental "Imaginal Cells" abre espaço para "Take Me Through the Fire", canção que, com seus riffs e momento apoteóticos, representa bem o que é o Machine Head: peso, melodias, emoções, agressividade e intensidade. Com uma sequência de três lançamentos de um nível ótimo, estamos presenciando o surgimento de um novo gigante no heavy metal. Único e faminto.

Tracklist:

1 - "Now We Die"
2 - "Killers & Kings"
3 - "Ghosts Will Haunt My Bones"
4 - "Night Of Long Knives"
5 - "Sail Into The Black"
6 - "Eyes Of The Dead"
7 - "Beneath The Silt"
8 - "In Comes The Flood"
9 - "Damage Inside"
10 - "Game Over"
11 - "Imaginal Cells"
12 - "Take Me Through The Fire"

Nota: 5/5



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