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quarta-feira, 26 de novembro de 2014

Resenha: AC/DC – Rock or Bust


Logo que saiu a notícia do afastamento de Malcom Young do AC/DC, escrevi um texto e citei o fato de que a banda raramente era vista no noticiário do dia-a-dia. Mas tudo foi por água a abaixo quando o baterista Phil Rudd acabou sendo preso por um possível envolvimento em um assassinato, além do envolvimento com tráfico de drogas. Um ano para lá de esquecível para eles.

Isso tudo veio no embalo do lançamento de Rock or Bust, 15º trabalho de estúdio da banda. Com dois minutos a menos do que Flick of the Switch, já é o álbum mais curto da história deles, mostrando que os dez dias de gravação foram mais do que suficientes para fazer o necessário mais uma vez.

“Ah, mas as músicas são iguais há 40 anos”, dirão alguns. Sim, e daí? Quer exemplo maior de como eles empolgam sem fazer esforço? "Rock or Bust", faixa-título, tem tudo que qualquer sucesso do AC/DC tem: um solo grudento, capitaneado por Angus Young, um refrão facílimo de cantar e toda potencia de Brian Johnson nos vocais. Precisa mais do que isso? Não. O primeiro single, “Play Ball”, para filho dos sucessos dançantes do grupo. E o refrão empolgante servirá para levantar qualquer estádio pelo mundo.

Não poderia faltar uma música envolvendo uma trama romântica, com "Rock the Blues Away" cumprindo bem esse papel. "Miss Adventure" apela, e muito, para a guitarra de Young. Para quem gosta de solos e riffs infinitos, é um prato mais do que cheio. Outro filho de um clássico, "Dogs of War" é mais sombria e soa muito como as faixas de Back in Black – pesadas e cheias de raiva.

"Got Some Rock & Roll Thunder" é mais uma que joga todas as armas do AC/DC na sua cara e não tem como não gostar? Como não sair cantando o refrão bem alto? Como não fazer air guitar na hora do solo? É impossível não se contagiar com esses velhinhos. Se você acredita em algum tipo de premonição, então "Hard Times" entra nessa parte. É difícil não pensar nos atuais problemas do grupo depois de ouvi-la.

O ritmo dançante retorna em "Baptism by Fire", em outra canção fácil de cantar e entrar no ritmo, já "Sweet Candy" entra naquele AC/DC de raiz, AC/DC moleque, AC/DC faço o que sei melhor y me voy. "Emission Control" encerra Rock or Bust de maneira muito digna, mais do que o suficiente.

O AC/DC está aí para mostrar que o adolescente ainda vive no corpo de qualquer homem. E o que os adolescentes mais querem? Música alta, cerveja e zoeira, exatamente o que os irmãos Young e seus fieis companheiros entregaram por anos. E como aquele menino que entra na fase adulta, passa por momentos tristes, como a morte de um vocalista, a doença de um membro fundador e os problemas do baterista. Mas eles tiram de letra, mas uma vez. Talvez Rock or Bust seja o último álbum. E se for, é um bom resumo da carreira deles.

Tracklist:

1 - "Rock or Bust"
2 - "Play Ball"
3 - "Rock the Blues Away"
4 - "Miss Adventure"
5 - "Dogs of War"
6 - "Got Some Rock & Roll Thunder"
7 - "Hard Times"
8 - "Baptism by Fire"
9 - "Rock the House"
10 - "Sweet Candy"
11 - "Emission Control"

Nota: 3/5



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