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quarta-feira, 4 de setembro de 2019

Resenha: Ty Segall - First Taste


Ty Segall parece que não cansa de trabalhar. Caso ele precise para garantir a aposentadoria, então é perfeitamente entendível que ele lance vários discos em sequência. Foram três ano passado e, para manter a média, o número se repete até o momento -- seria uma marca muito impressionante para outro, mas perfeitamente normal dentro do que ele apresenta na carreira até o momento. "First Taste" foi disponibilizado em diversos formatos em 2 de agosto deste ano da graça de 2019.

Claro que o álbum abre com umas esquisitices que só Ty Segall é capaz de entregar logo de cara sem causar nenhum estranhamento para quem dá play. E se a abertura é estranha, "Whatever" parece sair de uma peça experimental feita por estudantes de cinema fãs de filmes experimentais alemães pós-Segunda Guerra Mundial. Em resumo, é pura doideira.

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"Ice Plant" traz uma delicadeza quase gospel dentro do disco, momento em que explora um lado vocal até então desconhecido dos trabalhos anteriores. Mas é em "The Fall" que podemos ouvir toda força e fúria do músico, enfim se soltando na quarta faixa do trabalho. E "I Worship the Dog" é uma viagem que vai agradar aos fãs do músico, acostumados com esses momentos.

O lado suave retorna na melancólica "The Arms", essa usa brilhantemente elementos de cordas para criar um clima quase teatral para a faixa, enquanto a instrumental "When I Met My Parents Pt. 1" é pesada e encaminha o ouvinte para a segunda parte do álbum. Depois vêm "I Sing Them" e "When I Met My Parents Pt. 3" para agitar bastante, seguida da deslumbrante e misteriosa "Radio".

Mas o melhor ele reserva para o final. "Self Esteem" consegue se conectar, não só com todo disco, mas com toda carreira de Ty Segall. Se alguém me perguntar uma faixa para resumir tudo que ele fez ao longo dos anos, certamente citaria essa de bate pronto. Por fim, "Lone Cowboys" amarra todo trabalho em um bom encerramento.

Ty Segall continua fazendo trabalhos instigantes musicalmente. É difícil não ir correndo ouvir quando ele lança alguma coisa, ainda mais com essa quantidade insana de álbuns nos últimos anos. Dessa nova geração, ele soa como o mais criativo e sem nenhum tipo de restrição a nada. O que é sempre uma ótima notícia.


Tracklist:

1 - "Taste"
2 - "Whatever"
3 - "Ice Plant"
4 - "The Fall"
5 - "I Worship the Dog"
6 - "The Arms"
7 - "When I Met My Parents Pt. 1"
8 - "I Sing Them"
9 - "When I Met My Parents Pt. 3"
10 - "Radio"
11 - "Self Esteem"
12 - "Lone Cowboys"

Avaliação: muito bom



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