No YouTube

quarta-feira, 10 de agosto de 2016

Livro: Black Sabbath - A Biografia, de Mick Wall (2013)


Jornalista escreveu sobre a banda favorita em deliciosa biografia

O Black Sabbath já tem data para terminar. Quase 50 anos e mais de 20 músicos, parte da formação original (Ozzy Osbourne, Tony Iommi e Geezer Butler; Bill Ward ficou de fora por problemas contratuais) está com a missão de fazer esses shows de despedida pelo mundo – com quatro apresentações, Brasil está na rota em dezembro. Pelo tamanho, história e influência, só mesmo Mick Wall para conseguir condensar anos de informação, encontros e desencontros da banda na biografia lançada em 2013 (360 págs, Ed. Globo, R$ 40 em média).

Contando como os quatro eram fracassados e sem perspectivas na distante Aston, em Birmingham, quis o destino que eles se unissem em definitivo depois do pedido de demissão de Iommi do Jethro Tull – evento que mudaria os rumos da música para sempre, afetando a vida de todos de forma definitiva.

Mais livros:
Livro: A Garota da Banda, de Kim Gordon
Livro: AC/DC – A Biografia, de Mick Wall (2014)
Livro: Steve Jobs – A Biografia, de Walter Isaacson
Livro: Metallica – A Biografia, de Mick Wall
Livro: Luz e Sombra – Conversas com Jimmy Page, de Brad Tolinski

Wall não só acompanhou o Sabbath como fã, mas como jornalista ao trabalhar para diversos veículos e como Relações Públicas do grupo. Entre idas e vindas, foram 35 anos bem próximo das loucuras deles. Ozzy dispensa apresentações, mas saber que Iommi é um mandão e ególatra que jogou a reputação do grupo no lixo ao tentar mudar a própria realidade se entupindo de cocaína farmacêutica. Ou saber dos problemas de Butler ao longo dos anos, entre idas e vindas nas mais diversas formações, assim como os de Ward – um alcoólatra e viciado em cocaína sempre em recuperação.

O autor não só conta isso, mas conseguiu entrevistar boa parte dos músicos que passaram pela banda ao longo dos anos. Para ficar em apenas um exemplo: foram oito vocalistas (Dave Walker, Ronnie James Dio, Ian Gillan, Ron Keel, David Donato, Glenn Hughes, Ray Gillen e Tony Martin) depois da demissão de Ozzy, o culpado pelos fracassos nas paradas de sucesso entre o fim dos anos 1970 e início dos anos 1980. Por sorte, Iommi conseguiu Dio. E disso veio a segunda melhor formação da história do Sabbath. Mas nada isenta Iommi de ter mais fracassos do que acertos ao longo dos anos. Ele não soube administrar o próprio ego, tampouco o dos outros. E Wall bate nisso ao destrinchar com detalhes cada momento. O golpe de misericórdia vem no relato sobre Randy Rhoads.

Mais Black Sabbath:
Em 1970, Black Sabbath tocou "Paranoid" em programa na Bélgica
O Black Sabbath já teve seu próprio desenho por um dia
Black Sabbath comemora 45 anos de 1º disco soltando show de 1970
Veja show do Black Sabbath no Live Aid em 1985
Resenha: Black Sabbath – 13


"O que o ter a ver o guitarrista com o Sabbath?"

Simples. A carreira solo de Ozzy eclipsou sua antiga banda ao passado – tanto é que a turnê que acontece hoje era especulada desde o meio dos anos 1980. Enquanto ele decolava em seu trem maluco, Iommi ia enterrando a lenda do Sabbath cada vez mais baixo. Até que, no início dos anos 1990, a vitoriosa empresária Sharon Osbourne, filha do famoso e também empresário Don Arden e responsável por colocar o marido nos trilhos na vida e na carreira de sucesso, assumiu também os negócios do Black Sabbath. E aí chegamos a hoje, na turnê de despedida.

Por ter tantas boas histórias, o Black Sabbath merecia uma biografia deste tamanho, cheia de detalhes e mostrando todos os fracassos acumulados. Mas também há as saborosas vitórias, sendo a principal delas: ser a banda mais influente do heavy metal. Isso ninguém tira.


Gostou do post? Compartilhe nas redes sociais e indique o blog aos amigos!