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segunda-feira, 15 de fevereiro de 2016

Meus discos de 2015, por Gabriel Carvalho


Por Gabriel Carvalho

Estamos quase em 2017, mas ainda vale (risos)

Apesar de, em linhas gerais, este que vos escreve achar que 2014 teve discos mais brilhantes, 2015 também foi um ano bom para a música. Tanto que foi bem difícil fechar esta lista, deu dó de excluir alguns registros. Bom, sem mais delongas, eis os melhores (sem ordem de classificação, assim como na lista dos de 2014) discos de 2015:


Chris Potter Underground Orchestra – Imaginary Cities

Junção mágica entre jazz e música clássica – incluindo até uma suíte de quatro partes. O saxofonista Chris Potter reuniu um grupo fantástico de músicos e o resultado é incrível! Quando o disco acaba, o desejo imediato é dar ‘play’ novamente.


Marcus Miller – Afrodeezia

Marcus Miller dá uma aula de história da música aqui, apresentando os ‘filhos’ da música africana, que ‘viajou’ para a América e se espalhou de norte a sul no continente. “We Were There” é uma composição em parceria com Djavan, um samba pra lá de gostoso. Mas o disco tem muito mais, uma audição obrigatória.


Chris Stapleton – Traveller

Compositor de mão cheia, Stapleton passou boa parte da carreira criando canções gravadas por diversos artistas norte-americanos – Sheryl Crow, Joss Stone, Tim McGraw, entre outros. Em 2015 ele finalmente lançou o primeiro disco solo e... que maravilha! Country em essência. Pra colocar no carro e pegar a estrada. Discaço!


Snoop Dogg – Bush

O disco que finalmente me fez deixar a teimosia de lado e admirar o trabalho de Pharrell Williams como produtor. Snoop Dogg foi buscar referências no soul, R&B e disco. Recheado de participações especiais, como Stevie Wonder, Kendrick Lamar e Gwen Stefani – o álbum é tão bom que até a chatice dela passa aqui sem incomodar.


Avishai Cohen Trio – From Darkness

O baixista israelense se junta mais uma vez a Nitai Hershkovits (piano) e Daniel Dor (bateria) pra apresentar este um conjunto de músicas coeso, cheio de ritmos quebrados e tocado com muita, mas muita competência.


Napalm Death – Apex Predator-Easy Meat

Violência. Muita violência. Esse disco é um petardo, só socos e pontapés na cara. Um dos grandes nomes do grindcore voltou com tudo em Apex Predator-Easy Meat. Peso e agressividade o tempo todo. “Baita disco”, diria o outro.


Ghost – Meliora

A banda sueca já havia mandado muito bem nos dois primeiros discos, Opus Eponymous e Infestissumam. Então surge Meliora e os supera. Como não amar "Cirice", como não amar o refrão de "Mummy Dust"? Como não amar esse álbum, que mistura peso e melodias suaves na medida certa?


Snarky Puppy & Metropole Orkest – Sylva

Gravado em 2014 mas lançado somente ano passado, este é, até hoje, o projeto mais ambicioso da banda liderada pelo baixista Michael League. Uma empreitada desse tamanho (gravar com uma orquestra) só tem dois resultados: ou dá muito certo ou é um fracasso. Se este disco está nesta lista, você já pode imaginar o resultado.


Robben Ford – Into The Sun

Robben Ford busca referências no passado, mas faz um disco que soa moderno. Guitarrista talentosíssimo, Ford reúne um time de convidados do calibre de Keb’Mo e Warren Haynes, entre outros. "Rose of Sharon" e a belíssima balada "Breath of Me" são pontos altíssimos deste senhor disco. Vá sem medo!


Baroness – Purple

Um disco que abre com a dobradinha "Morningstar" e "Shock Me" só pode ser bom. Mas não para por aí, é música boa atrás de música boa, como "Kerosene" e "Desperation Burns" – e todas as outras do disco. Se você não conhece o Baroness, está perdendo uma das grandes bandas do metal norte-americano contemporâneo. Se você ainda não ouviu este disco, faça isso imediatamente.

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