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quarta-feira, 27 de janeiro de 2016

Meus discos de 2015, por Giovanni Cabral


Por Giovanni Cabral

2015 foi um ano que eu busquei ouvir álbuns que saíssem um pouco da minha zona de conforto, apesar de que essa lista ainda predomina bastante metal. Espero que alguém se interesse em ouvir algo daqui que tenha passado em branco.


Bell Witch - Four Phantoms

O duo de Seattle, em seu segundo álbum, cria uma sufocante história sobre a vida e a morte. A sonoridade arrastada e caótica do funeral doom metal pulsa tensão, onde cada uma das longas composições parece criar uma jornada entre a fragilidade humana.


Batushka - Litourgiya

Conheci este já em 2016. Sem dúvida é um dos álbuns de black metal mais impressionantes dos últimos anos, em um ano onde o gênero teve um número incrível de grandes lançamentos. O som dos poloneses adiciona elementos da música tradicional bizantina, soando como uma mistura de Om com o Mgla.


Napalm Death - Apex Predator - Easy Meat

Estar diante de um novo álbum do Napalm Death é sempre um fato especial, já que a banda sempre soube reinventar-se e explorar todos os limites do grindcore (gênero este que eles próprios solidificaram). Isto aqui é simplesmente um rolo compressor aniquilando um terreno íngreme de todas as formas imagináveis.


Elza Soares - A Mulher do Fim do Mundo

Um dos mais fascinantes álbuns brasileiros lançados este ano. Um disco com alma, gana, temática forte e vibrante em todos os sentidos. Não é apenas uma nova demonstração da potência de Elza, mas sim uma união com alguns dos principais nomes da nova música brasileira – Kiko Dinucci, Marcelo Cabral, Rodrigo Campos e Thiago França estão entre eles.


Pyramids - A Northern Meadow

Experimental, melancólico e pesado. A atmosfera sentimental que está presente aqui combina perfeitamente com cada mudança nos vocais e distorções. Uma bela jornada em um ambiente escuro, frio e claustrofóbico.


Bong - We Are, We Were and We Will Have Been

O Bong fez uma reflexão sobre o tempo em seu novo álbum. É como se fosse a volta a sua própria terra intocada, onde paciência e atenção não parecem ser artes perdidas.


Juçara Marçal & Cadu Tenório - Anganga

Anganga, a tão aguardada união entre Juçara Marçal e Cadu Tenório, é muito mais que o encontro do maior nome da cena noise carioca com a voz resplandecente da vanguarda paulista, é uma obra capaz de criar um admirável e único mundo dentro de si próprio.


Lil Ugly Mane - Third Side of Tape

Insanidade pura. Uma mistura de gêneros e estilos que vai do glitch ao black metal, de uma forma homogênea ou não. É impressionante como o projeto de hip-hop experimental de Travis Miller passeia por momentos tão distintos e com tanta qualidade.


Solefald - World Metal. Kosmopolis Sud

O Solefald poderia ter surgido em qualquer lugar do mundo, mas é o tipo de banda faz todo sentido em ter nascido na Noruega. Percussão tribal, guturais, rap, jazz, uma boa dose eletrônica, guitarras pesadas, e um impecável entra e sai de tudo isso, é uma verdadeira experiência avant-garde.


Kendrick Lamar - To Pimp a Butterfly

Muito se foi dito sobre Kendrick e seu álbum, mas certamente ninguém conseguirá explicar em palavras a real força presente aqui. As letras, a capa, a instrumentalização... Tudo tem um conceito magnífico complexo sobre a vida e seus valores (Nota do editor: melhor disco do ano para Giovanni Cabral).

Veja também:
Meus discos de 2015, por Rodrigo Carvalho
Meus discos de 2015, por Ricardo Seelig
Melhores do ano - 2015

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