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sexta-feira, 16 de outubro de 2015

Resenha: ALO – Tangle of Time


Formada por Zach Gill (teclados e vocais), Steve Adams (baixo e vocais de apoio), Dan "Lebo" Lebowitz (guitarra e vocais de apoio) e Dave Brogan (bateria e vocais de apoio), Animal Liberation Orchestra, popular ALO, foi formada em 1989 ainda no colégio, mas eles, depois de muito penarem, só lançariam o primeiro disco de estúdio em 1998.

Além dos sete discos de estúdio, a ALO já foi banda de apoio de Jack Johnson durante algum tempo – eles até vieram com ele ao Brasil no final da primeira década dos anos 2000. Para começar Tangle of Time, trabalho mais recente deles, "There Was a Time" tem pegada bem pop e é bem agradável de ouvir em qualquer situação ou lugar. "Push" mantém o ritmo e ainda tem um vocal de apoio contagiante no refrão.

"Not Old Yet" e "The Ticket" são diferentes entre si, mas encaixam muito bem na sequência proposta pelo grupo neste álbum. Enquanto a primeira segue a linha do início, mais leve, a outra tem uma pegada mais eletrônica (I came from the future) graças ao insistente teclado e muitos efeitos. Depois, ela vira dançante sem medo algum de ser feliz, assim como a balada pop "Simple Times".

Também dançante, "Keep On" não se compara com a seguinte, "Coast To Coast", um funk de excelente nível – a parte instrumental é muito, muito boa. "Sugar" tem início na sanfona, mas é outra que se desnuda em uma faixa dançante e deliciosa (e ainda tem um solo de guitarra daqueles que qualquer banda de festa faria com gosto em suas apresentações).

Entre todas, "Undertow" é a mais ‘pesada’ – escrito assim mesmo, porque não chega nem perto do que é realmente pesado na música. Com cara enorme de single, "A Fire I Kept" tem tudo que uma canção de sucesso pode ter: é fácil, é melodicamente simples e consegue reservar os bons momentos na hora certa, além de conseguir arrematar bem toda proposta do disco. O clima Jack Johnson/Ben Harper entra na acústica "Strange Days", última e razoável faixa.

É um disco muito despretensioso e, até por isso, é bom. Não muda nada na música mundial, mas ainda bem que há espaço para alguém que não deseja ter e/ou ser alguma coisa. Deseja apenas dar vazão para algumas ideias e gravar um álbum.

Tracklist:

1 - "There Was a Time"
2 - "Push"
3 - "Not Old Yet"
4 - "The Ticket"
5 - "Simple Times"
6 - "Keep On"
7 - "Coast To Coast"
8 - "Sugar"
9 - "Undertow"
10 - "A Fire I Kept"
11 - "Strange Days"

Nota: 3/5



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