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sexta-feira, 8 de julho de 2016

AC/DC está morrendo aos poucos – e publicamente


Banda perderá o baixista Cliff Williams ao final da atual turnê

O rolo todo da saída de Brian Johnson acabou resultando em uma bela surpresa: Axl Rose casou muito bem como vocalista convidado do AC/DC. Tanto é que a ideia de contar com vários convidados foi abortada para mantê-lo como parte integrante da engrenagem. Mas essa semana veio uma notícia que coloca em dúvida novamente a existência do grupo.

O baixista Cliff Williams, membro fixo desde 1978, anunciou que se aposentará ao final desta turnê, previsto para setembro. Não deixa de ser um imenso baque nesse curto período de paz logo depois de um período de turbulências, doença de Malcolm Young, prisão de Phil Rudd e da surdez de Johnson. Tudo caminhava bem e sem problemas, inclusive os shows com Axl estavam lotados e as críticas eram boas.

O AC/DC existe desde 1973, mais de 40 anos de estrada com diversas formações. Mas sempre uma estrutura de ordem de formação e de quem mandava – os irmãos Young. Sem Malcolm, Angus ficou sozinho como único membro original do grupo. Sem Cliff, teria ele coragem de arrumar outro baixista e tocar o grupo como se nada tivesse acontecido? A história mostra que sim.

Larry Van Kriedt (1973, 1974-1975), Neil Smith (1974), Rob Bailey (1974-1975), Paul Matters (1975), Mark Evans (1975-1977) e Cliff Williams foram todos os baixista do AC/DC em ordem cronológica de contratação. Parece não ser difícil seguir com as atividades depois deste anos, mas já está ficando, no mínimo, muito esquisito. A impressão disso tudo é que, em poucos anos, teremos apenas Angus da formação original ou da mais conhecida no palco.

É muito triste ver uma banda perder seus membros históricos e seguir como se as saídas não representassem nada. Muitas bandas fizeram ao longo dos anos, e sempre achei isso uma falta de respeito com sua própria história, uma mania de tentar seguir na ativa quando não se tem mais nada para tirar dali. É muito triste ver o AC/DC assim, morrendo publicamente. A história deles não merecia isso.

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