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terça-feira, 8 de março de 2016

Problema de Brian Johnson abre lacuna para fim do AC/DC


Vocalista foi forçado a deixar a turnê americana

Uma notícia veio com uma nota bem triste: Brian Johnson, vocalista do AC/DC, foi proibido por médicos de seguir a turnê por existir alto risco de ficar surdo para sempre. Depois de perder Malcolm Young há pouco mais de um ano, outro baque na banda australiana.

Nada foi fácil para eles, mas os últimos anos têm sido mais difíceis. Apesar de Angus Young ainda ser o showman que sempre foi quando coloca a roupa de colegial, o AC/DC está perdendo a batalha para o único inimigo imortal que perturba os homens desde o início de sua existência: o tempo.

Uma rápida pesquisa ao somar e dividir a idade dos atuais integrantes coloca uma média de 64,4 anos. Stevie Young, sobrinho de Malcolm e Angus. é o mais jovem, completou 59 anos no fim de 2015. O baterista Chris Slade, 69, é o mais velho. Eles não são os Rolling Stones, com um repertório leve e recheado de momentos tranquilos. Uma apresentação deles é corrida do início ao fim, uma loucura feita para agradar os devotados fãs. Mas tudo tem limite.

Parece que o limite do AC/DC chegou. Sem seu homem forte até que poderia ir, afinal, ainda tem um Young da formação original na banda. Talvez seguir sem Brian Johnson, o vocalista há mais tempo na função – Dave Evans ficou quase dois anos e Bon Scott ficou seis –, seja uma loucura. Datas da turnê americana foram adiadas para a banda se reorganizar. Segundo um comunicado, “vocalistas convidados” devem terminar essa perna de shows.

Esse grupo formado na Austrália se encaixa como clássico há muito tempo. Talvez eles tivessem planos para tocar até os 50 anos de carreira porque celebrar meio século em atividade é para poucos. Apesar de nada novo desde o aclamado Back in Black, ainda é legal ouvir o AC/DC. Ouvi-los é ser adolescente de novo por alguns minutos. Angus Young pode ser o coração pulsante, mas já havia perdido o cérebro, agora perdeu a voz. Está cada vez mais difícil continuar. Espero que eles tomem a decisão certa – seja continuar ou não – durante essa pausa forçada.

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