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sábado, 3 de outubro de 2015

Resenha: Jimi Tenor & UMO – Mysterium Magnum


Por Gabriel Carvalho

O músico finlandês Jimi Tenor está na cena musical, oficialmente falando, desde 1988, quando lançou Total Capacity of 216,5 Litres, primeiro disco com a banda Jimi Tenor and His Shamans, enquanto o primeiro disco solo, Sähkömies, saiu em 1994. Desde então, o músico gravou mais discos - tanto com a banda como sozinho – e participou de uma série de projetos, nos mais variados gêneros. Nos anos 90, por exemplo, Tenor esteve muito ligado com a música eletrônica.

O que ele está fazendo neste espaço, então, já que este que vos escreve analisa discos de jazz e de blues? Pois bem: neste ano, Jimi Tenor se envolveu em mais um projeto, que consiste na gravação de um disco com a UMO Jazz Orchestra, big band finlandesa com 16 membros. O álbum, Mysterium Magnum, foi lançado recentemente e apresenta doze faixas, compostas por Jimi Tenor especialmente para o formato de big band. Além do saxofone, o músico tocou sintetizadores e flauta no registro.

Em suma, o disco soa como se tivesse sido feito para servir de trilha sonora de um filme ou série dos anos 60 ou 70. Impossível não imaginar uma cena de ação típica dos filmes da época ao ouvir faixas como “Naulamatto”, que abre o registro, e “Kratera”. Interlúdios como “Mysticum Minus”, “Koneen Sydän” e as divertidas “Sekava Kela” e “Kollaasi” são aquelas pequenas inserções sonoras que complementam a transição de um núcleo para outro em uma série.

“I Was Here”, um smooth jazz, soa como o ‘pano de fundo’ perfeito para o momento em que o James Bond de Roger Moore seduzia e conquistava as mulheres nos filmes do agente secreto britânico. E se o início do disco é mais tradicional, o terço final traz um pouco de experimentações e uso dos sintetizadores em “Sähköinen Laji” e, de modo mais intenso, no início de “Huumatun Pako”, que fecha o disco.

Apesar de curtíssimo – são apenas 35 minutos de duração – Mysterium Magnum faz o ouvinte viajar no tempo através das faixas e a imaginar o quanto as faixas do registro poderiam se encaixar em longas metragens e séries. Jimi Tenor e a UMO Jazz Orchestra entregam um trabalho bastante satisfatório, mas que deixa um gosto de quero mais.

Tracklist:

1 – “Naulamatto”
2 – “Blue Ural”
3 – “Mysticum Minus”
4 – “Kratera”
5 – “Koneen Sydän”
6 – “I Was Here”
7 – “Ghost Warrior”
8 – “Sähköinen Laji”
9 – “Sekava Kela”
10 – “Selvänäkijä”
11 – “Kollaasi”
12 – “Huumatun Pako”

Nota: 3,5/5



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