No YouTube

terça-feira, 28 de outubro de 2014

Resenha: Billy Idol – Kings & Queens of the Underground


Por aí desde os anos 1970, Billy Idol ficou conhecido pelo hit "Dancing With Myself". Não apenas conhecido, mas a grudenta canção atravessou os anos 1990 e está atrelada à imagem do cantor de quase 60 anos. Mais de duas décadas depois, ele lança um disco inédito, chamado Kings & Queens of the Underground.

Não é seu primeiro trabalho no século 21 porque ele vinha lançando álbuns de covers e coisas do tipo, mas é o primeiro de inédita dele em muitos anos. Obviamente, a expectativa é alta por um hit ou algo perto disso.

A balada "Bitter Pill" mostra que Billy Idol, aparentemente, quer descolar da imagem de punk rebelde que construiu nos anos 1980 e 1990 e deseja mostrar sua nova faceta, amadurecida nas últimas gravações. A grudenta "Can't Break Me Down" é boa por ter refrão e melodia simples, e tudo isso ajuda a gravar a faixa na cabeça rapidamente.

O que estava bom termina como um golpe de espada em Game of Thrones. Queria muito saber de qual lado C do New Order que Idol roubou a ideia de "Save Me Now". Que negócio horroso. Não salva nada, além de ser irritante e muito pedante. A péssima "One Breath Away" dá seguimento ao baixo nível do disco – tão anos 1980, mas tão 1980, que estou apelidando de Muro de Berlim.

As coisas aceleram um pouco em "Postcards from the Past", mas isso não ajuda em nada o andamento do trabalho por ser uma canção fraquíssima e cheia de clichês baratos, enquanto as acústicas "Kings & Queens of the Underground" e "Eyes Wide Shut" cravam o fracasso de Idol em fazer esse tipo de faixa.

"Ghosts in My Guitar" parece ser uma tentativa de fazer algo pop ou semelhante. Claro, não poderia faltar os vocais de apoio femininos e todos os clichês desse tipo de letra – por exemplo, o verso que antecede o refrão precisa vir acompanhado de uma letra melosa ou a guitarra que tenta trazer emoção. Em "Nothing to Fear", fica ainda mais claro que a duração das canções foi um erro. Com mais de quatro minutos, a maioria fica repetitiva e cansativa.

As duas últimas, "Love and Glory" e "Whiskey and Pills", são completamente opostas. Enquanto a primeira apela para um romantismo barato, a segunda tenta emular o estilo punk de Idol. Ambas sem sucesso.

Billy Idol virou muito mais um personagem dos anos 1980 e 1990 do que um músico de sucesso, e isso fica mais do que provado nesse seu retorno às inéditas. são quase 50 minutos de pura chatice, parece que não acaba nunca. Um dos piores discos do ano, certamente.

Tracklist:

1 - "Bitter Pill"
2 - "Can't Break Me Down"
3 - "Save Me Now"
4 - "One Breath Away"
5 - "Postcards from the Past"
6 - "Kings & Queens of the Underground"
7 - "Eyes Wide Shut"
8 - "Ghosts in My Guitar"
9 - "Nothing to Fear"
10 - "Love and Glory"
11 - "Whiskey and Pills"

Nota: 1/5



Veja também:
4 em 1: Memórias de um Caramujo, Mônica Salmaso, Policromo e Submarinos
Resenha: Melvins – Hold It In
Resenha: Mark Lanegan Band – Phantom Radio
Resenha: Thurston Moore – The Best Day
Resenha: Thom Yorke – Tomorrow’s Modern Boxes
Resenha: Cachorro Grande – Costa do Marfim




Siga o blog no Twitter, Facebook, Instagram, no G+ e no YouTube

Gostou do conteúdo? Compartilhe nas redes sociais!