sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Resenha: Miles Kane - Colour of the Trap


Para quem conhece o Little Flames, Rascals ou Last Shadow Puppets, o nome de Miles Kane não é estranho, pois ele tocou nestes três projetos, sendo o último acompanhado por Alex Turner, vocalista do Arctic Monkeys. Neste ano, o cantor e compositor se arriscou e lançou o Colour of the Trap, primeiro cd da carreira solo.

O álbum começa com a dançante “Come Closer”, que não nega as origens e é um típico rock britânico, com uma guitarra forte e uma batida dançante muito boa. A segunda música do disco, “Rearrange”, Kane segue com bom ritmo e o refrão grudento, “Let it out, let it out, let it all out/ Let it out, let it out, let it all out/ You rearrange my mind/ You rearrange my mind”, ajuda a gravar a letra rapidamente.

“My Fantasy” conta com o backing vocal de Noel Gallagher, ex-Oasis, e a música em si lembra muito a maior banda inglesa dos anos 1990/2000. “Counting Down The Days” poderia estar, tranquilamente, no The Age Of The Understatement, álbum de estreia do Last Shadow Puppets – e até tem uma explicação para isso: ela é uma das seis músicas da parceria Kane/Turner no disco.


“Happenstance” é a quinta música do disco e, além de ter Turner nos créditos, ainda conta com a parceria entre Kane e Clémence Poésy, atriz francesa, nos vocais, e funcionou muito bem – ainda mais o eco distorcendo um pouco as vozes deu um toque de psicodelia dos anos 1960 à música. Na sequência, “Quicksand” retorma a parte dançante do disco e Kane mostra que pode ser tornar um dos bons nomes do início da segunda década dos anos 2000.

Em “Inhaler”, o lado mais pop do cantor é colocado para fora e ele usou e abusou do backing vocal e da guitarra. “Kingcrawler” é outra música que lembra muito o trabalho no Last Shadow Puppets, enquanto em “Take The Night From Me” dá para perceber uma referência de Beatles do início de carreira. Já em “Telepathy”, Kane coloca a guitarra para trabalhar e mostra que o instrumento está voltando à moda.

Na sombria “Better Left Invisible”, que começa com um pio de algo que lembra um fantasma, ele deixa claro que possível fazer uma música mais pesada, mas sem perder a mão ou deixar a faixa deslocada das demais. Na última do disco, “Colour Of The Trap” é uma balada que lembra blues e o rock dos anos 1950.

Em um álbum curto, de apenas 12 faixas, com músicas que não ultrapassam os 3min40s, Miles Kane mostra que tem boas referências e deixa claro quem são elas, mas, o mais importante, é que ele optou pela qualidade e deixou o exagero de lado, o que transforma Colour of the Trap em um disco muito agradável de ser ouvido. E a parceira com Alex Turner se mostra excelente, o que deixa a Inglaterra com mais dois compositores ótimos trabalhando juntos (e espero que por muito tempo).


Me siga no Twitter e no Facebook e assine o canal no YouTube. Compre livros na Amazon e fortaleça o trabalho do blog!

Saiba como ajudar o blog a continuar existindo

Gostou do post? Compartilhe nas redes sociais e indique o blog aos amigos!