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segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Resenha: Blink-182 - Neighborhoods


Após oito anos sem lançar nada inédito, o Blink-182 trabalhou pesado desde o início de 2010, quando anunciou seu retorno, para lançar Neighborhoods, o sexto registro em estúdio da banda. Além disso, recoloca Tom DeLonge, Mark Hoppus e Travis Barker juntos novamente.

A primeira música, “Ghost on the Dance Floor”, começa Travis Barker mostrando que, apesar de não gostar de rock, ainda é um baterista muito acima da maioria. A faixa se parece muito com muitas que Tom DeLonge fez para o Angels and Airwaves (AVA), seu projeto paralelo – mas não tão assim, já que ele não o deixou de lado para retomar os vocais do Blink-182.

“Natives” coloca novamente, após oito anos, DeLonge e Hoppus dividindo os vocais de uma música. Pesada ao estilo da banda, a faixa mostra que a banda amadureceu ao seu estilo, mas sem perder a pegada que consagrou o trio.

Logo depois vem a faixa que ganhou clipe, “Up All Night” e a parceria entre a dupla de vocalistas segue. A música é outra que mostra a influência do AVA na vida de DeLonge. Se antes, a banda ficou acordada após a meia-noite, em “After Midnight”, a faixa quatro, DeLonge e Hoppus querem apenas dormir após um longo final de semana procurando diversão.


Em “Snake Charmer”, fica claro o amadurecimento de DeLonge e Hoppus como compositores. Ao que parece, a idade fez bem a dupla, que entendeu que a maioria de seus fãs, principalmente os que acompanharam o auge da banda no final dos anos 1990 e início dos anos 2000, não estão mais a fim de ouvir sobre bobagens sobre adolescentes.

A dupla formada por “Heart's All Gone Interlude” e “Heart's All Gone” dá a sequência do disco. A sétima faixa do disco é, como chamei no Twitter, de Blink-182 de raiz. Rápida e sem rodeios, Hoppus conta a história de uma paixão que mudou muito deste o momento em que eles se conheceram. A música deve funcionar muito bem nos shows.

Não seria nenhum absurdo se “Wishing Well” estivesse em Take Off Your Pants and Jacket, álbum de 2001 ou em Blink-182, disco de 2003, enquanto “Kaleidoscope” é outra música mais adulta e coloca Barker em seu momento no disco. Em, “This is Home” DeLonge canta a volta para casa (ou para a banda).

“MH 4.18.2011” é outra música rápida cantada por Hoppus e é a melhor do disco, junto com “Up All Night”. Na última música, “Love is Dangerous”, DeLonge canta como é perigoso amar quando não se tem coragem para se declarar e é outra música que tem a cara do AVA.

Para quem esperou oito anos o retorno do Blink-182, esse novo álbum vai agradar e muito, pois o trio cresceu, amadureceu, mas não deixou de ser legal nem de fazer músicas legais. Para quem não é fã, vale ouvir por algumas músicas e perceber a melhora da banda. O disco conta a história de uma pessoa e tem uma ordem cronológica, o que deixa o trabalho ainda mais bacana.

Uma coisa comum entre é ver como a tragédia pode unir as pessoas. DeLonge e Hoppus haviam brigado e colocado um ponto final na história do Blink-182, mas o acidente aéreo em que Barker sofreu queimaduras graves e quase morreu, acabou reaproximando o trio no ainda no hospital. Neighborhoods pode não ser um grande álbum e nem estar no mesmo nível dos grandes gênios da música, mas ele, acima de tudo, celebra a vida e uma amizade de quase 15 anos entre os três. O que não deixa de ser algo muito legal nos tempos em que estamos vivendo.


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