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quinta-feira, 9 de fevereiro de 2017

Oscar 2017: Thomas Newman, o compositor vivo mais indicado sem vitória


Série especial dos indicados em Melhor Trilha Sonora continua

Nos últimos dois anos, Thomas Newman trabalhou nas composições de O Exótico Hotel Marigold 2, Ponte dos Espiões, 007 Contra Spectre, Procurando Dory e Passageiros. São cinco filmes de uma lista imensa, que começou em 1984 – as trilhas de Jovens sem Rumo, A Vingança dos Nerds e A Volta por Cima têm a assinatura dele. Apesar de ter trabalhado em ótimos filmes, ele ainda não ganhou o Oscar. Com 14 indicações, contando a deste ano, Newman é o compositor vivo mais indicado sem triunfar na cerimônia anual. Mas vencer para ele é apenas um detalhe.

"Não tenho nenhuma expectativa sobre o Oscar. Você nunca pode dizer o que acontece porque é imprevisível. Seria ótimo ganhar, mas eu não julgo a qualidade do meu trabalho contra um [vencedor de um] prêmio", contou Newman, em entrevista ao site 'The Version', em 2015.

Mesmo crescendo em Los Angeles, tendo contato com muito do encanto da Hollywood dos anos 1960 e 1970 e vindo de uma família conhecida no cinema por trilhas sonoras históricas, ele não era atraído por nada disso quando mais novo. Certo dia, as coisas simplesmente aconteceram na vida do jovem Newman, que iniciou a carreira aos 24 anos.

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"A música veio num momento da minha vida em que eu estava apenas ouvindo muito, e não pensando em fazer música seriamente. É sempre bom lembrar que houve um tempo em que eu amei algo que não sabia muito. As coisas simplesmente chegaram aos meus ouvidos, e isso mexeu [comigo]", explicou ao site do 'Britsh English Institute', em 2013.

A pressão devia ser enorme para ele começar a carreira na música. Começando pelo pai, Alfred Newman (1900-1970), vencedor de nove Oscars na categoria Melhor Trilha Sonora. Além dele, os irmãos David Newman e Maria Newman, os tios Lionel Newman e Emil Newman, e o primo Randy Newman trabalham com música em Hollywood – Randy já levou a estatueta duas vezes em Melhor Canção Original.

Aos 61 anos e sem expectativas por prêmios, ele apenas deseja fazer sua música e criar o melhor ambiente possível para quem gosta de cinema. Para ele, as canções devem se entrelaçar com o filme e criar algo único. "Cinema é uma experiência imersiva e você quer que a experiência seja mais do que música e som. Você tem que ter muito cuidado para não ultrapassar essa linha", falou.

"Às vezes, a música é excessivamente alta na pós-produção, não funciona bem, pode ser perturbadora, irritante ou simplesmente em excesso. Você tem que ser realmente consciente sobre não ser mais do que o filme. Música no cinema é sobre complementar a história, não garantir às pessoas que você existe", finalizou.

Os vencedores do Oscar serão divulgados no dia 26 de fevereiro.

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