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quarta-feira, 1 de fevereiro de 2017

Oscar 2017: Mica Levi, 1ª mulher indicada em Melhor Trilha Sonora desde 2000


Hoje começa uma série especial com um perfil dos indicados na categoria

Em toda história do Oscar, apenas três mulheres venceram o prêmio em Melhor Trilha Sonora: Rachel Portman, por Emma (1996), e Anne Dudley, por Ou Tudo ou Nada (1997), quando ainda davam dois prêmios - em Drama e Comédia ou Musical – na categoria. A terceira, Marilyn Bergman levou a estatueta pela trilha de Yentl (1983) ao dividir a composição com Alan Bergman e Michel Legrand.

Quem pode fazer história na categoria neste ano é Mica Levi, a Micachu, que concorre com Thomas Newman, Justin Hurwitz, a dupla Hauschka e Dustin O'Halloran e Nicholas Britell pelo prêmio. De formação clássica, ela tem uma banda de rock experimental – a Good Sad Happy Band. Seu primeiro grande trabalho em trilhas foi em Sob a Pele (2013), do diretor Jonathan Glazer e estrelado por Scarlett Johansson, quando levou o prêmio de melhor compositora no European Film Award e concorreu ao BAFTA – perdeu para Alexandre Desplat por O Grande Hotel Budapeste (2014). Ela ficou bastante surpresa com a boa recepção da crítica e do público em seu primeiro trabalho em longa do cinema comercial.

"Fiquei surpresa [com as críticas positivas pela trilha de Sob a Pele]. Era uma coisa totalmente nova, que muda a vida. Mas eu sabia que algo bom sairia dali. Senti que tínhamos algo, porque trabalhamos dia e noite durante dez meses. E eles [diretor e elenco] estavam trabalhando nisso antes de eu chegar. Então, pensei: 'tem que haver algo de bom nisso!'", contou ao site 'Film Music Magazine', em entrevista publicada em dezembro de 2016.

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Foi vendo esse filme que o diretor Pablo Larraín se encantou com a trilha sonora e entrou em contato para tê-la em seu próximo longa: a história de um dos períodos mais difíceis da história da política americana.

Em Jackie (2016), estrelado por Natalie Portman, o trabalho de Mica Levi é muito diferente do anterior. Por ser um filme de época e ainda retratar uma personalidade do século 20, Jacqueline Kennedy Onassis (1929-1994), em um dos momentos mais turbulentos da história – o assassinato de John F. Kennedy (1913-1963), então presidente dos Estados Unidos e marido – e como ela precisou lidar com as consequências disso nos âmbitos pessoais e de ser quem era para a mídia. Por isso, a suavidade das canções é fundamental para entender a personagem.

"Ela está dopada o tempo todo no filme. Ela vê a gravidade e o trauma de todas as vidas que ela perdeu, e tudo isso está sendo levantado enquanto ela tem que enfrentar o mundo. Ela está tentando manter o nível de alguma forma", explicou a compositora ao site 'FACT Magazine', também em entrevista no final do ano passado.

Sobre o futuro, ela não tem ideia do que fará no cinema, porém está aberta para receber convite de qualquer diretor. "Dependendo do projeto, pode ser totalmente diferente [do que fiz até agora]. Muitos filmes que eu gosto não têm música ou usam músicas pré-existentes. Não sei nada [sobre o futuro], basicamente. Ninguém sabe. Mas, certamente, gostaria de tentar coisas novas. Adoraria fazer uma comédia", finalizou.

Os vencedores do Oscar serão divulgados no dia 26 de fevereiro.

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