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terça-feira, 4 de novembro de 2014

O mundo precisa de mais gente que ama a música como Dave Grohl


Dave Grohl vem se superando nos últimos anos. E nem falo de sua banda, o Foo Fighters. Com ótimos singles e shows lotados, certamente eles estão muito perto de virar uma das maiores do mundo. Turnês pelo mundo e ganhou milionários em vendas de produtos mostram isso melhor do que qualquer opinião.

Quero falar sobre outro Grohl, o amante da música. Para quem não sabe ou não viu, ele teve a ideia de gravar o próximo disco do Foo Fighters em oito cidades diferentes dos Estados Unidos. Esse projeto virou o documentário-série do mesmo nome, atualmente transmitido na HBO ou no Cine Torrent mais perto de você. Com o mesmo número de canções, Sonic Highways será lançado na próxima semana, mas algumas faixas já foram divulgadas.

Até aqui, o seriado tem mostrado a relação do guitarrista com a música local. As belas imagens e a ótima edição têm colaborado muito para o desenvolvimento das ideias e dos personagens envolvidos com cada cena local. Nos dois primeiros episódios, ele mostrou envolvimento com as cidades (Chicago e Washington), com as pessoas e com momentos vividos durante os anos 1970 e 1980. Já em Nashville, como zero a esquerda que é quando o assunto e country music, Grohl optou por uma abordagem mais crítica e acabou fazendo o melhor episódio até aqui.

Essa relação dele com a música já havia sido mostrada no documentário Sound City, a história do estúdio que teve a honra de receber gravações que vão de Neil Young a Nevermind, do Nirvana. E foi apenas o estúdio que recebeu atenção, mas as pessoas que estiveram ali – músicos e funcionários até os donos. Enfim, esse era apenas o primeiro indício de como Grohl é um apaixonado por música.

Claro, para ele é fácil fazer qualquer projeto grande assim. Segundo muitas pessoas, é o cara mais legal do rock, tem uma boa imagem dentro e fora do Foo Fighters, evita se envolver em polêmicas, sempre coloca panos quentes em praticamente tudo e evita encrencas. Para completar, ele é ex-baterista do Nirvana, antigo posto que se descola cada dia mais.

Durante os dois projetos, Grohl mostra conhecimento sobre o que está falando e consegue transmitir sentimentos sobre uma época em que gostar de punk e metal era coisa de adolescente que queria apenas tocar sua bateria. Não é apenas aquele conhecimento de ouvir os discos, mas de alguém que participou de algumas cenas musicais como fã e esteve envolvido diretamente em outra que mudou a cara dos anos 1990 e de uma geração de adolescentes.

Talvez seja até um fardo ser Dave Grohl, um cara que nunca negou que gostaria de viver de música. Mas, por mais difícil que seja isso, ele consegue usar toda sua influência para contar boas histórias sobre a música americana em projetos ousados e grandiosos. Quem se interessaria pela história de um estúdio em particular? Quem toparia acompanhar uma banda em uma gravação de um álbum? São coisas difíceis que só alguém com garantia de retorno certo poderia fazer.

Há muito tempo dizem que o rock morreu ou coisas do tipo, o que é uma bobagem imensa. Talvez não haja mais aquele interesse nesse ritmo que mudou a indústria musical. Se tem alguém que pode fazer a diferença, e está fazendo, esse alguém é Grohl. Você pode até não gostar dele e entendo perfeitamente isso, mas temos que reconhecer: ao contar a história da música americana, ele já está fazendo mais do que muita gente que veio antes dele.

Ainda bem que alguém ainda liga para a música e suas histórias. Precisamos de mais gente assim no mundo.




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