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quinta-feira, 21 de agosto de 2014

Raul Seixas faz falta?


Há 25 anos, Raul Seixas era encontrado morto em seu apartamento e deixava um imenso legado na música brasileira, principalmente pelo que fez nos anos 1970 – seu período mais criativo, coincidindo com a parceria com Paulo Coelho. Conjecturando, será que ele faz falta no cenário nacional?

Será que ele seria contra biografias não autorizadas?

Será que escreveria textos imensos no Facebook reclamando de alguma coisa?

Ele saberia usar o Facebook?

Será que teria uma coluna em algum jornal para falar nada com coisa nenhuma?

Será que viveria do que fez do passado e lançaria trabalhos pontuais, fazendo sucesso em trilhas de novelas globais?

Ainda seria famoso?

Teria tantos fãs como tem hoje, muito mais do que teve em toda sua carreira?

Teria ido morar no interior da Bahia, ficado recluso e virado ainda mais um mito como virou?

Teria virado escritor e ficaria quase uma década sem lançar nada, mas ainda adorado por muitas pessoas?

Seria personagem do EGO enquanto estacionava seu carro no Leblon?

Teria largado a bebida e virado evangélico?

Moraria em São Paulo e tocaria no Palco São João às 3h na Virada Cultural?

São perguntas que nunca serão respondidas. Disso tudo, só uma coisa certa: o que ele fez em 25 anos de carreira são poucos que fizeram em uma vida toda. Não se lembrem de Raul apenas em dias como hoje. Sua obra merece reverência por, praticamente, ter clássicos cantados a plenos pulmões por qualquer um.

Faz falta ele cantando suas músicas por aí.



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