Bobby Keys e Clarence Clemons: dois saxofonistas que mudaram o rock


Ontem, Bobby Keys, saxofonista dos Rolling Stones, morreu aos 70 anos. É uma perda e tanto para a música, já que ele esteve em praticamente todos os discos e shows da banda inglesa nos últimos 40 anos, pelo menos. Logo que fiquei sabendo, quase automaticamente, me lembrei de outro ótimo músico muito famoso por tocar o instrumento: Clarence Clemons.

Um gênio do saxofone, Clemons fez parte da E Street Band, grupo de músicos excelentes que acompanha Bruce Springsteen, entre idas e vindas, há quase quatro décadas. Em 2011, ele sofreu um derrame e acabou morrendo em 18 de junho devido às complicações do problema.

Muitos podem pensar como dois saxofonistas podem ter mudado o rumo do rock. Primeiro, eles eram excelentes no que faziam; segundo, chegaram em suas respectivas bandas no momento certo; terceiro, duas músicas em particular não seriam as mesmas coisas sem a participação deles.

Começando com Clemons, o que seria “Bobby Jean” sem o solo de sax na metade final da canção? Muitos falam que a faixa é uma homenagem a Ronnie Van Zandt, vocalista do Lynyrd Skynyrd morto em um acidente de avião nos anos 1970. Com o piano dando o tom do início ao fim, o solo de saxofone, tipicamente do jazz, muda o rumo da letra. De uma despedida melancólica para algo cheio de alma e paz. Ele solou por 55 segundos, mais do que o suficiente. Não é possível imaginar “Bobby Jean” sem essa parte.

Mudando para Bobby Keys, o que seria de “Brown Sugar” sem seu saxofone tomar conta de quase toda melodia? Escrita por Mick Jagger e Keith Richards, ela é um blues da mais alta qualidade, aliando ritmo e um belo groove – o baterista Charlie Watts faz um trabalho brilhante, mais uma vez. É outra em que o sax e o trabalho de Keys são de extrema importância para manter o ritmo até o fim.

Só sabemos da importância desses caras quando eles morrem, isso, infelizmente, é um fato. Um dos grandes momentos da música nesse ano foi o discurso emocionado de Springsteen ao introduzir a E Street Band no Rock and Roll Hall of Fame. Ao falar de Clarence Clemons, o cantor se emocionou e acabou emocionando a quem assistia.

Cada um a sua maneira colocou sua individualidade e potencial nas respectivas gravações, deixando esses dois registros com alma e a cara de cada um. São dois pequenos exemplos do talento de Bobby Keys e Clarence Clemons, dois saxofonistas que fizeram parte de duas das grandes bandas de rock da história.

(clique aqui para ler a mensagem que Keith Richards escreveu para Bobby Keys)










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