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segunda-feira, 2 de junho de 2014

Álbuns de estúdio: Oasis

O Oasis gera amor e ódio entre as pessoas, pois suas canções e atitudes controversas foram o último suspiro do rock rebelde dos anos 1990. Separados desde 2009, os irmão Gallagher precisam admitir: eles fizeram um trabalho incrível juntos. Mesmo que hoje eles não troquem uma palavra com o outro, os dois entraram para a história do rock inglês por estarem em uma das grandes bandas dos últimos 50 anos. E é por isso que o Oasis é a terceira banda na seção.



Definitely Maybe (1994)

Definitely Maybe foi gravado com imensa dificuldade e quase não saiu, mas ainda bem que o empresário deles apostou em formas alternativas de divulgação. Afinal, “Rock ‘N’ Roll Star”, “Live Forever”, “Supersonic”, “Slide Away” e “Cigarettes & Alcoohol” não poderiam existir sem sair ao mundo. É um álbum absurdamente bom, que chegou logo após a morte de Kurt Cobain e o fim do sucesso do grunge, por isso tem um sentimento especial nele, simbolizando a chegada de uma nova geração de ouvintes. Também foi graças a esse trabalho, e o do Blur, que o então Britpop chegou ao mundo.

Nota: 5/5


(What's the Story) Morning Glory? (1995)

Se o primeiro disco do Oasis é um clássico, o segundo também é. Ainda melhor que Definitely Maybe, (What's the Story) Morning Glory? mostra uma banda ainda mais madura no estúdio e com mais hits para distribuir aos fãs. “Wonderwall”, “Don’t Look Back in Anger”, “Morning Glory” e “Champagne Supernova” são músicas que ainda estão na cabeça das pessoas quase 20 anos depois de seu lançamento e são canções que são cantadas a plenos pulmões pelos fãs.

Nota: 5/5


Be Here Now (1997)

Terceiro disco da banda, Be Here Now peca pelo exagero e pela tentativa de soar épico. É tudo muito exagerado, cheio de guitarras, letras profundas, tudo muito fora da simplicidade dos dois primeiros trabalhos. Mesmo em um álbum abaixo do potencial, o Oasis ainda conseguiu três hits gigantescos: “Stand by Me”, “Don’t Go Away” e “All Around the World”. Nesse período, eles lotavam estádios e viviam a melhor fase da carreira – eram a maior banda do mundo.

Nota: 3/5


Standing on the Shoulder of Giants (2000)

Se o Oasis consolidou seu sucesso no final dos anos 1990, o início da década seguinte – e do novo século – não foi bom para eles. Saíram os singles de sucesso e vieram as experimentações malsucedidas em Standing on the Shoulder of Giants. Há uma clara falta de inspiração e excesso de piração no quarto álbum de estúdio, sendo “Gas Panic!” e “Where Did It All Go Wrong?” os grandes destaques em um mar de porcaria.

Nota: 2/5


Heathen Chemistry (2002)

Depois de experimentar nos dois trabalhos anteriores, o Oasis fez o caminho natural de quem busca retornar ao topo: uma volta à simplicidade. E, pela primeira vez, houve uma maior divisão nas composições, com os novatos Andy Bell e Gem Archer ganhando espaço com uma canção cada um – as outras foram dividas entre os irmãos Gallagher mais uma vez. O início e o final são bem mornos, mas a tríade formada por "Stop Crying Your Heart Out", "Songbird" e "Little by Little" é matadora. Não é tão bom como os primeiros, mas já é alguma coisa.

Nota: 3/5


Don't Believe the Truth (2005)

No início havia singles, mas, depois de “Lyla”, a vida do Oasis mudou pela segunda vez. Quem era adolescente dez anos antes, já era adulto quando saiu Don't Believe the Truth; quem era criança, teve a chance de ver um grande single da banda nas paradas sucesso, equiparando ao feito dos dois primeiros discos. Com o enorme sucesso da terceira faixa, não foi difícil ver o álbum decolar nas vendas e no gosto do público. Eles conseguiram manter o nível de Heathen Chemistry.

Nota: 3/5


Dig Out Your Soul (2008)

Analisando friamente, o último disco de inéditas do Oasis é apenas mediano, mas ganhou importância quando o grupo inglês anunciou o fim de suas atividades após (mais) uma briga entre Noel e Liam Gallagher. Parece que a tensão entre os irmãos entrou no trabalho, deixando cicatrizes ainda não curadas. Sem nenhum grande hit, parece que falta alguma coisa. O Oasis acabou da pior forma possível: fazendo um álbum que não condiz com sua trajetória.

Nota: 2,5/5

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