Mais no blog:

quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

Resenha: Young The Giant – Mind Over Matter


O Young The Giant lançou seu primeiro disco em 2010, trocou inúmeras vezes de formação, fez sucesso, foi esquecido, retornou às atividades e colocou na praça material inédito. Tudo isso aconteceu em entre 2004 e 2014, tempo suficiente para eles se colocarem perante o público: afinal, é indie ou não é?

A pergunta pode ser respondida em Mind over Matter, segundo trabalho de inéditas do grupo californiano. Logo de cara, em “Slow Dive”, temos uma pequena introdução até a entrada da faixa chamada "Anagram". Aqui é possível perceber um som mais limpo e pop, diferente do visto há quatro anos. Apesar de aparentar mais pesada, "It's About Time" também traz uma faceta com tendência a agradar pessoas com ouvidos mais sensíveis.

É incrível como alguns compositores acertam na hora de escrever uma letra. Esse é o caso de "Crystallized", que tem cara de single de sucesso. Com uma melodia bem assoviável e a letra bem fácil de acompanhar, é um ótimo acerto do Young The Giant neste álbum. Na canção-título, temos um pouco de música eletrônica compondo as camadas, mas que não ajuda a descolar o radiofônico. Enquanto "Daydreamer" retoma a fórmula das primeiras músicas, "Firelight" quebra isso por ser acústica e ter uma letra de uma sensibilidade incrível.

Em "Camera" temos um órgão dando suporte à letra até que entra a bateria eletrônica, misturando o antigo com o novo em uma apenas razoável. A agitada “In My Home” parece muito esse indie festivo que domina as paradas atualmente – parece Mumford and Sons. Já em “Eros” voltamos ao clima sem graça em uma faixa completamente descartável. A onda pop tem seu ápice em “Teachers”, outra que terá muita facilidade para tocar nas rádios jovens pelo mundo, assim como “Waves” e “Paralysis”, que nem são tão boas assim, mas se enquadram perfeitamente no perfil de quem gosta da banda.

O novo trabalho do Young The Giant alterna momentos brilhantes em que o pop é explorado de maneira muito interessante e bem feito, e momentos em que a repetição de fórmulas desse indie atual atrapalha o andamento. Por isso, essa irregularidade joga Mind Over Matter para baixo, além de o álbum ser muito longo – há três ou quatro canções que poderiam ficar de fora –, mas não deixem de conferir certas faixas. São aulas de música pop do século 21, e espero que eles sigam esse caminho, não o de ficar emulando essa coisa boba que toca nas rádios.

Tracklist:

1 - "Slow Dive"
2 - "Anagram"
3 - "It's About Time"
4 - "Crystallized"
5 - "Mind Over Matter"
6 - "Daydreamer"
7 - "Firelight"
8 - "Camera"
9 - "In My Home"
10 - "Eros"
11 - "Teachers"
12 - "Waves"
13 - "Paralysis"

Nota: 2,5/5



Veja também:
Resenha: Bombay Bicycle Club – So Long, See You Tomorrow
4 em 1: Ed Harcourt, September Girls, Cheatahs e Leiva
Resenha: Sophie Ellis-Bextor – Wanderlust
Resenha: Against Me! – Transgender Dysphoria Blues
Resenha: Sharon Jones and The Dap-Kings – Give the People What They Want
4 em 1: Iced Earth, Rosanne Cash, Railroad Earth e Patterns