Mais do blog:

terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

Resenha: Broken Bells – After the Disco


O Broken Bells nada mais é que um projeto paralelo de Brian Burton, conhecido como Danger Mouse, e James Mercer. E se o primeiro disco deles é bom, obviamente After the Disco chegou cheio de expectativa, já que Mouse se colocou nos últimos anos como um dos bons produtores de sua geração.

“Perfect World” abre os trabalhos, e a melodia, baseada em sintetizadores e bateria eletrônica, soa como trilha de jogo de videogame dos anos 1980. Até que ela ganha uma guitarra na metade final, mas nada muito mais animador. Segunda faixa, “After the Disco” coloca o ouvinte em um clima dos anos 1970, início dos anos 1980. É bem animada e chega a empolgar nas partes mais agudas. Soando como canção de filme de ação barato com toques de suspense, “Holding On for Life” também é toda trabalhada na base eletrônica, mas nada que mereça algum destaque, enquanto “Leave It Alone” parece uma gravação do Black Keys.

A missão de colocar o disco no eixo é de "The Changing Lights", mesmo que seja um eixo bem mais ou menos. Provavelmente, caso saia em single, "Control" deve fazer bastante sucesso pelo refrão (Give up/ You lost control) em outra que soa muito o trabalho recente do duo Dan Auerbach e Patrick Carney. Outra que não merece muito destaque é "Lazy Wonderland", que não chama atenção, nem faria diferença se não estivesse em After the Disco – o que também vale para "Medicine".

Se o meio do álbum capenga em algumas partes, as três canções finais dão um banho em muitos outros músicos por aí. A excelente "No Matter What You're Told" consegue colocar todos os elementos em sintonia, chamando atenção pelo duplo refrão – o refrão em si e a melodia logo depois. Muito boa. A tocante "The Angel and the Fool" também mostra todo talento da dupla em diminuir o ritmo para fazer uma bela faixa acústica. E mesmo usando a mesma fórmula de antes, o acréscimo com mais destaque do conjunto de cordas dá a "The Remains of Rock and Roll" um contexto muito, muito bom. É um belo encerramento.

O grande problema de After the Disco é o meio-campo, em uma linguagem boleira. Se as primeiras canções conseguem segurar o ouvinte e as últimas tem uma qualidade indiscutível, entre "The Changing Lights" e "Medicine" quase nada é aproveitável. A vontade é de largar ali mesmo, mas, repito, as três últimas faixas compensam muito. Mas você se quiser ouvir tudo, precisará de paciência.

Tracklist:

1 - "Perfect World"
2 - "After the Disco"
3 - "Holding On for Life"
4 - "Leave It Alone"
5 - "The Changing Lights"
6 - "Control"
7 - "Lazy Wonderland"
8 - "Medicine"
9 - "No Matter What You're Told"
10 - "The Angel and the Fool"
11 - "The Remains of Rock and Roll"

Nota: 2,5/5



Veja também:
4 em 1: Tinsley Ellis, Iron Mind, Lake Street Dive e Tinariwen
Resenha: Young The Giant – Mind Over Matter
Resenha: Bombay Bicycle Club – So Long, See You Tomorrow
4 em 1: Ed Harcourt, September Girls, Cheatahs e Leiva
Resenha: Sophie Ellis-Bextor – Wanderlust
Resenha: Against Me! – Transgender Dysphoria Blues