quinta-feira, 30 de maio de 2013

Filme: Phil Spector, de David Mamet

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Phil Spector foi um dos principais produtores musicais dos anos 1960 e 1970. Com enorme talento e muito mais que um mero perfeccionista, ele construiu sua carreira trabalhando com artistas de sucesso – como John Lennon e George Harrison. Sim, ele trabalhou com dois ex-beatles quando eles se aventuraram em suas carreiras fora da maior banda de todos os tempos.

Spector (Al Pacino) é figura central do filme Phil Spector, filme de David Mamet que conta a história do julgamento do caso da morte da atriz e modelo Lana Clarkson na casa do produtor. O filme é baseado na visão da advogada Linda Kenney Baden (Helen Mirren).

Acreditando fielmente na inocência de seu cliente, Linda tenta provar a inocência de seu cliente usando todo tipo de recurso disponível, mas, ao mesmo tempo, ela é sempre questionada sobre o porquê de estar com o caso. E a advogada também se faz questiona, principalmente sobre o estilo de vida do produtor – sempre recluso e longe de tudo, além do comportamento excêntrico demonstrado por ele ao longo de todo processo. Com personalidades opostas, os dois acabam se unindo e até acontecem demonstrações de carinho, mesmo que discretas, entre ambos.

Poucos são os momentos em que se fala de música no filme, mas algumas cenas são excelentes, como o ensaio final para o depoimento de Spector – ele explode e faz um desabafo com um misto de mágoa e arrogância, e isso muito interessante. A atuação de Al Pacino como está muito boa. Ele conseguiu imitar todos os jeitos e maneirismos do produtor, e dá uma boa dose de realismo. Já Helen Mirren está bem abaixo como advogada linha dura e defensora ferrenha de seu cliente.

O filme soa mais como uma tentativa de contraponto ao julgamento do que uma história, já que o lado da promotoria não é visto. Depois de tudo, mostras e provas, claro que fica difícil tirar qualquer conclusão. Afinal, Spector disparou ou não? Ele foi condenado baseado em provas ou por ser mais um famoso “estranho”? Acho que até o juiz que o condenou deve ter pensado melhor sobre o assunto.

Condenado em abril de 2009, Phil, 73, vai ter que cumprir 19 anos de prisão antes de ter o direito de pedir liberdade condicional.