quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

Livro: Vida, de Keith Richards

vida

Keith Richards é um desses caras que passou pelo álcool, drogas e rock ‘n’ roll com muito afinco. E em Vida, o guitarrista deixa claro que usou e abusou de tudo, mas que a música sempre esteve em primeiro lugar. E isso o colocou entre os melhores guitarristas da história.

A música sempre foi o alvo de Richards, que nasceu no período da Segunda Guerra Mundial e teve uma infância pobre. Mas é aquele negócio: depois que ele descobre que pode ser bom em alguma coisa isso vira o objetivo da vida dele.

Para quem gosta de histórias sobre os bastidores do rock, um pouco de paciência vai ser necessária, já que a infância/adolescência dele é destrinchada com histórias sobre a família, principalmente seu avô e sua mãe, em um pedaço considerável das mais de 600 páginas.

A formação dos Rolling Stones também é bem interessante e é legal ver que todos os outros Stones (Brian Jones, Ian Stewart, Mick Jagger e Charlie Watts) têm um ponto em comum no início da carreira. Claro, com o passar do tempo isso muda e as vontades individuais começam a passar por cima da coletividade. E isso é um ponto crucial nos primeiros anos.

As histórias folclóricas, como a troca de sangue, são contadas com humor e ironia por parte de Richards, que não deixa de alfinetar a imprensa. Talvez os pontos mais interessantes e polêmicos do livro são os momentos em que Mick Jagger é citado. O guitarrista não pega leve e confessa que não tem mais uma amizade profunda com o vocalista, mas “é como um casamento de muitos anos, eu mato se falarem mal dele” (quero ler a biografia de Jagger para saber o outro lado).

Enfim, o livro é um apanhado de quase 70 anos. E como toda vida, o livro é cheio de altos e baixos, erros e acertos. Recomendável para quem gosta de rock e boas histórias.

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