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quinta-feira, 21 de abril de 2016

Tchau, Prince


Cantor fará muita falta no mundo da música

Quando se é muito novo, é muito mais fácil pegar o que está ao seu alcance do que se aprofundar mais. Por isso, é possível perceber que poucas pessoas – as mais interessadas por música, geralmente – ficaram realmente chocadas com a morte de Prince, 57, nesta quinta-feira. Algo que não aconteceu com David Bowie, por exemplo, que praticamente parou o mundo no dia em que morreu.

Prince era uma pessoa excêntrica, talvez a primeira que de fato eu tenha tido contato ainda na adolescência. “Um cara que não tem nome, mas um símbolo? Eu, hein”. Não lembro bem se minha reação foi exatamente essa, mas garanto que está bem próximo da realidade. Sim, conheci a música de Prince lá pelo início dos anos 2000, por aí. Para vocês terem uma ideia “Musicology” foi a primeira música dele que conheci – demorei muito para ter noção de como música é algo importante, porém é história para outro dia (me cobrem que eu conto).

Eu adoro “Musicology”. É dançante, o clipe é ótimo e me fez procurar quem era esse cara. Então, fui descobrindo aos poucos quem era Prince e o que ele havia feito na música ao ser ‘o grande rival de Michael Jackson’. O tempo passou e ele ficou esquecido em algum ponto da minha memória sem nunca ter, de fato, ouvido seus discos de maneira decente – só o que tinha “Musicology”. Até então, Michael Jackson havia me impactado muito mais na música – exatamente o começo do texto.

Mais velho, decidi ir atrás e entrei em choque com que descobri. Tudo que ouvia me impactava de alguma maneira, principalmente 1999 e Purple Rain, os clássicos de Prince. Esses dois estão as peças fundamentais para qualquer um que deseja fazer um trabalho de nível altíssimo. Jackson subiu o nível das coisas com Thriller, mas Prince já tinha feito isso em 1999 elevou ainda mais em Purple Rain. Um colocou um nível, o outro subiu e veio a resposta pouco tempo depois.

Prince foi era inventivo, sempre fez o que quis musicalmente, nunca aceitou ser controlado ou fazer parte de alguma engrenagem, era ótimo compositor, ótimo produtor e um excelente guitarrista – infelizmente, muito menosprezado nesse último item. Merece todas as homenagens atuais e futuras pelo que fez pela música.

Se você foi impactado por Prince como eu fui, diria que nós somos sortudos e felizes por isso. Porque encaro como sorte que, no meio de tantas opções, esse cara com menos de 1,60m lá de Minnesota tenha participado de tantos bons momentos de nossas vidas.

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