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segunda-feira, 7 de novembro de 2016

Livro: Jimi Hendrix Por Ele Mesmo, de Alan Douglas e Peter Neal (2014)


Depoimentos do guitarrista ao longo dos anos foram organizados para o próprio Hendrix contar sua história 

Jimi Hendrix (1942 – 1970) viveu pouco e conseguiu impactar toda uma geração de fãs, músicos e críticos por várias e várias gerações. Documentários e filmes já foram rodados para contar essa curta história, mas ainda faltava uma registro para complementar tudo isso: o próprio guitarrista falando sobre ele mesmo. Jimi Hendrix Por Ele Mesmo (Ed. Zahar, 216 págs, R$ 30 em média), dos organizadores Alan Douglas e Peter Neal, chega para preencher essa lacuna.

O livro é composto por várias entrevistas, trechos do diário particular e de cartas para fãs. Para quem já é iniciado na história dele, é um ótimo trabalho ao funcionar como complemento do que já é conhecido por aí. A passagem dele pelo exército, a saída e os tempos de dureza ao rodar pelos Estados Unidos de banda em banda e de bar em bar são contados de maneira serena e interessante ao dar a impressão de vermos um hippie antes mesmo de surgir um. Daí veio a mudança para a Inglaterra e o resto é história.

É possível ver um guitarrista muito ansioso por provar que pode conseguir fazer muita coisa com o instrumento. Porém, ao passar das páginas, vemos que ele vai ficando cada vez mais desiludido com os fãs, contratantes, empresários e tudo que envolve a música comercial do fim dos anos 1960 e início dos anos 1970. Um cansado Hendrix estava querendo mudar de ares e fazer outra coisa, mas era impedido pelo excesso de compromissos comerciais que tinha pelo sucesso alcançado por "Hey Joe" e outras canções. Cansado, tomou remédios para dormir, acabou passando mal e morreu sufocado no próprio vômito em 17 de setembro de 1970.

Caso você não seja iniciado em Hendrix ou rock dos anos 1960, talvez encontre um pouco de dificuldade em certos trechos e pontos. Não que o livro seja difícil. Ao contrário, é curto e a leitura flui muito bem. As entrevistas estão ordem cronológica, e quase sempre tem uma explicação antes, mas insuficiente em alguns casos. Não é muito recomendável começar por esse livro se você não conhece o guitarrista ou o período retratado – pelo menos por cima.

Mas para qualquer cara que gosta da história do rock e deseja ter mais material para conhecer um pouco mais dessa lenda da música, esse livro é um bom item para se ter na coleção. Porque ele era um sonhador e só desejou viver de sua música até os últimos dias de sua vida. Seu legado mostra que ele não só conseguiu, como foi muito mais além do que em vida. Virou lenda.



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