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quarta-feira, 27 de abril de 2016

Dez resenhas curtas de discos #2

A seção retorna após longo período inativa

Era para ter sido publicado em fevereiro, passou para março, mas saiu em abril. São dez resenhas curtas de discos divididos em cinco internacionais e cinco nacionais.


Ty Segall – Emotional Mugger

Não é para qualquer ouvido o trabalho quase psicodélico recheado de guitarras intensas de Ty Segall em Emotional Mugger. Beirando uma espécie de loucura controlada, o cantor conseguiu aliar boas canções em um álbum diferente – um diferente da melhor maneira possível.

Nota: 4/5


Shivas – Better Off Dead

É um indie misturado com surf musico com toques de alguma coisa irreconhecível. No fim das contas, é muito chato e muito ruim. Só há uma coisa boa: se você estiver com problemas de insônia, coloque esse disco que você dormirá rapidinho.

Nota: 1/5


Porches – Pool

Não é dançante o suficiente, mas é indie moderno em excesso. Se você não gosta desse tipo de música, não passe nem perto dessa mistura ruim de música muito lenta com efeitos eletrônicos descabidos.

Nota: 1/5


Anderson .Paak – Malibu

Sabe quando você não dá nada para um disco e quebra a cara? Aconteceu isso ao final da audição de Malibu, segundo disco do rapper Anderson .Paak. Envolvente do início ao fim, o álbum é uma das gratas surpresas desse início de ano.

Nota: 4/5


Rick Springfield – Rocket Science

Outro disco surpreendente: Rocket Science mostra o lado country baladeiro do guitarrista Rick Springfield. As boas e animadas canções conseguem dar bom ritmo ao ótimo trabalho.

Nota: 4/5


Clarice Falcão - Problema Meu

As referências atuais nas letras e a mistura de ritmos fazem desse novo trabalho de Clarice Falcão algo bem palpável para os fãs. No geral, é um disco bonitinho, sincero e faz rir em alguns momentos.

Nota: 2,5/5


Lobão – O Rigor e a Misericórdia

Lobão lançou novo disco no início deste ano e não fez muito barulho, mas conseguiu isso agora. No geral, é um trabalho abaixo do esperado. O início é um pouco confuso, e muitas letras refletem o que ele virou hoje, mas "Assim Sangra a Mata", "Profunda e Deslumbrante Como o Sol" e o "Rigor e a Misericórdia" conseguem se salvar, com destaque para as duas primeiras. No fim das contas, ele já está estigmatizado pelas posições políticas, e não importa muito que ele fará daqui em diante. Sempre haverá um pré-julgamento, dificultando o entendimento geral de sua boa obra.

Nota: 2/5


Casaprima – Andarilho

É intrigante ver como a influência do Clube da Esquina, histórico grupo de músicos que mostraram Minas Gerais ao Brasil, vem ganhando cada vez mais espaço na música contemporânea. Andarilho é o ótimo reflexo disso. Leve e bonito, levará o ouvinte aos melhores lugares possíveis em uma viagem pelo saudosismo.

Nota: 3,5/5


Larissa Luz - Território Conquistado

Ultimamente, muitas mulheres têm se inspirado para falar sobre feminismo em seus trabalhos. Agora é a vez de Larissa Luz, que mostra todo seu dinamismo, luta e protesto em Território Conquistado. O título e o disco refletem bem o atual momento da luta delas em diversos assuntos – a participação de Elza Soares é um bom exemplo disso.

Nota: 3,5/5


Circo Motel – Auê

Auê é um disco que tem várias influências capitaneadas pelo Circo Motel. Vão desde o pop disseminado no Brasil nos anos 1980 até a surf music, mas o diferencial é o clima de interior que eles trazem. Ao fazer isso, o transformam em algo leve e legal para ouvir ao longo do dia.

Nota: 3,5/5

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