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quinta-feira, 19 de novembro de 2015

Adele e a responsabilidade de lançar um novo disco


Adele tem apenas 27 anos e já conquistou o que 99% de cantoras, cantores, músicos e/ou a maioria das pessoas que habitam o mundo da música demoram décadas para conseguir. Às vezes, nem conseguem. Mas aí está o problema: quanto mais você entrega uma vez, mais você precisa entregar na próxima vez. E na próxima. E na outra.

Por isso, 25 chega com uma imensa responsabilidade para a cantora, que parou durante quatro anos para dedicar-se a vida pessoal. O período pode ter sido longo nesses tempos loucos que vivemos, e quase fatais em carreiras de alguns nomes da música, Adele conseguiu manter-se na mídia de maneira espontânea, enquanto os fãs se alimentavam de especulações sobre o filho, uma gravação ali, outra acolá, o tema de 007 – Operação Skyfall, enfim...

O lançamento de “Hello” trouxe de volta todos os fãs, aqueles que morreram de amor por ela no último disco, que monopolizaram as redes sociais com comentários e se encheram de expectativas para o novo disco (já vazado, está nos melhores sites de Torrent do ramo). Algumas críticas apontam que 25 está longe de 21, mas é bom para agradar os fãs – resenha por aqui só na terça ou quarta-feira da próxima semana.

Se Adele quisesse, poderia ter parado sua carreira, lançar uma música por ano ou ainda colocar no mercado EPs natalinos. Ela ganharia dinheiro como água sem muito esforço. Ao colocar mais um disco cheio, ela mostra que ainda almeja alguma coisa musicalmente. Igualar-se as grandes cantoras da história? Ser a que mais vendeu? Ultrapassar Michael Jackson, Pink Floyd e os Beatles? Ter discos com sua idade toda vez? Claro, só ela sabe. Ela poderia se acomodar se quisesse. E aqui vale uma observação: ter ambição não é uma coisa ruim.

A questão é: onde ela chegará na história da música, porque grande ela já é – seja pelo número de discos vendidos, pela quantidade de fãs ou por suas boas músicas. Adele é desses fenômenos em que é difícil prever quando ela para, mas é interessante ver a mobilização do público e um ídolo. Enfim, o mundo da música precisava de mais gente como ela em todos os quesitos.

(detalhe: o disco novo não estará em nenhum serviço de streaming, de acordo com o New York Times)

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