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sexta-feira, 2 de outubro de 2015

Minha experiência com o Apple Music


Por Edison Luiz

Como um usuário do ecossistema Apple e um usuário do Spotify Premium há quase um ano, fiquei bem animado com o surgimento do Apple Music, já que a integração nativa com o iOS e o fato de rodar no iTunes nativo no Mac teoricamente melhorariam muito a minha experiência de uso. Infelizmente, não foi isso que aconteceu e acabei voltando pro Spotify.

Comecei a usar o Apple Music logo no início e a primeira impressão que tive foi de que a Apple lançou um produto ainda em beta como se fosse a versão final. Aconteceu algumas vezes comigo de a lista de reprodução parar do nada, músicas que não consegui adicionar a playlists de jeito nenhum e sincronizar offline (o que para mim é fundamental) foi bem complicado. Os bugs diminuíram um pouco com as atualizações, mas muitos ainda existem e irritam.


A interface do Apple Music no celular está muito longe de ser intuitiva. Muitas opções ficam em lugares sem sentido, os menus são gigantescos e não há uma distinção clara de quais álbuns estão salvos offline, havendo apenas um filtro global para mostrar apenas músicas offline. A impressão que ficou é que o Apple Music é voltado apenas para músicas individuais e playlists, o que se traduziu como uma péssima experiência para quem – assim como eu - escuta a álbuns inteiros na maioria das vezes.

A interface do Apple Music no iTunes do Mac é muito superior a móvel, é bem mais organizada, mas também tem suas falhas e seus menus gigantescos.


Acervo

Mesmo sendo uma das coisas que tenham chamado mais a atenção, especialmente por causa da briga de alguns artistas com o Spotify, não percebi nenhuma diferença notável entre os acervos de Spotify e Apple Music, apenas algumas músicas aleatórias aqui e ali. Consegui recriar minha playlist e minha lista de álbuns do Spotify de forma praticamente idêntica no Apple Music.

Preço

Consigo entender os motivos, mas é uma pena a Apple ainda cobrar as coisas em dólar por aqui. No lançamento do Apple Music – com o dólar a 3,10 – o preço dele era praticamente idêntico ao do Spotify, mas, graças ao aumento da moeda americana nos últimos meses, ele está saindo por quase 50% a mais, sendo que agora é quando todos vão começar a pagar efetivamente por ele. Não percebi diferenciais suficientes no que diz respeito a meu uso que justificassem o gasto extra e provavelmente este será um fator decisivo para muitos na hora da escolha.


Social

Não sou um grande usuário da parte social do Spotify, mas senti falta de acessar playlists criadas pelos outros usuários. Considero-as uma excelente forma de conhecer novas músicas. Todas as playlists do Apple Music parecem ter sido criadas automaticamente, o que acaba tirando um pouco da graça.


Pontos positivos

O Apple Music possui vários pontos positivos e por isso não descarto dar uma nova chance para ele futuramente. A integração nativa com o iOS é o que mais se destaca no mobile (as músicas do Apple Music aparecem no modo iPod do iPhone, muito útil se o rádio do seu carro é meio antigo), mas se você não usa a Siri frequentemente essa integração faz pouca ou nenhuma diferença. Para o uso ‘normal’ de se ouvir uma playlist ou um álbum com o fone de ouvido, por exemplo, quase não senti diferença entre Spotify e Apple Music.

Para quem ter celular com um espaço pequeno de armazenamento o fato do Music mostrar quanta cada música ocupa é bem útil na hora de ter que esvaziar rapidamente a memória do aparelho (o que sempre ocorre mais vezes do que deveria). Senti uma diferença maior entre os dois serviços no Mac, mas acredito que isso ocorreu porque o aplicativo do Spotify para Mac deixa – e muito – a desejar.


Resumo

O Apple Music ainda tem muito a evoluir e não duvido que futuramente ele consiga roubar o protagonismo do Spotify (isso se já não roubou), mas o surgimento dele fará uma diferença muito maior para o mercado do streaming como um todo do que para a própria Apple. A entrada de um player tão grande traz muita atenção para este novo mercado que, apesar de já ser relativamente grande, ainda está bem longe de ser tão popular quanto, por exemplo, o de compra de músicas digitais.

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