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sexta-feira, 5 de junho de 2015

Com imensa concorrência, qual o futuro do SoundCloud?


Entre todos os serviços de streaming disponíveis, o SoundCloud é o único que não tem grande destaque entre os ouvintes, salvo quando alguma banda importante coloca algum disco na íntegra, single ou canções não lançadas. De resto, a plataforma é usada mais pelos usuários comuns para subir playlists ou podcasts – há limite no upload e só pagando para poder ter todos os benefícios.

Nesta semana, os donos fizeram dois movimentos interessantes para tentar colocar mais valor no serviço. O primeiro foi acertar com a Merlin, agência que detém os direitos de milhares de músicas pelo mundo. "Quando começamos o SoundCloud em 2007, uma das nossas prioridades principais era patrocinar artistas independentes", disse a empresa em um comunicado. "A comunidade indie sempre esteve no coração do SoundCloud, e nosso acordo com a Merlin é outra maneira de apoiar ainda mais essa comunidade, abrindo uma nova fonte de receita para eles”.

O acordo inclui músicas dos catálogos de gravadoras como Warp, Ninja Tune, PIAS, Beggars Group, Domino, Secretly Group e Epitaph, exatamente o tipo de mercado que a empresa deseja atingir no longo prazo e vem em um momento em que o SoundCloud tenta gerar receitas para manter o serviço vivo, já que não há propaganda ou qualquer tipo de anúncio para quem usa. E aí que entra o segundo movimento.

O vazamento de um contrato confirmou a intenção do serviço em ter assinaturas e níveis, do mais caro – com mais privilégios – ao mais barato – com o básico. Seria como o Spotify, Rdio e Deezer fazem: quem paga terá todo catálogo à disposição de maneira ilimitada; quem optar pelo menos caro ficará livre de anúncios, mas não terá tudo; a categoria grátis virá com anúncios.

Os valores ainda não estão definidos, mas o contrato diz os donos da plataforma concordaram em adiantar US$ 350 mil às gravadoras, algo semelhante do que faz os concorrentes. O documento também mostra que os valores pagos aos músicos/bandas também são semelhantes aos negociados por outros serviços.

Depois do boom da música por streaming, quem está há mais tempo no mercado precisa correr atrás do prejuízo para, no longo prazo, não ser engolido e fechado. Como o SoundCloud já oferecia um serviço diferente ao público comum, chegou a hora de fazer ir atrás de mais músicas para ser catálogo e se oficializar como uma empresa que, se não quer concorrer pesado com Spotify, Rdio e Deezer, oferece algo diferente às bandas independentes. Talvez não seja o início dos sonhos, mas é alguma coisa.