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segunda-feira, 25 de maio de 2015

Apple x serviços de streaming: está apenas começando


A guerra entre os serviços de streaming está acontecendo debaixo dos nossos narizes – ou dentro dos nossos computadores, se você preferir. Com a chegada do Tidal, quem já estava no mercado se mexeu para ampliar seus serviços. E quem estava antes de todos eles não quer perder tudo que conquistou nos últimos anos (leia-se acordos milionários pelos direitos das músicas).

A Apple, pioneira no sucesso desse tipo de serviço, já estaria pressionando, ainda que bem discretamente, o boicote a modalidade gratuita de Spotify, Rdio e Deezer. Com a compra do Beats Music, a empresa deseja que seu produto tenha mais destaque com relação aos concorrentes. Ao oferecer apenas a opção paga, é claro que eles saem atrás.

Sabendo disso, as justiças americana e europeia já abriram o olho para investigar esse possível abuso de posição da Apple com relação às outras. Fala-se que a Universal Music, gravadora que conseguiu fechar o Groovshark recentemente, estaria apoiando o movimento contra a modalidade grátis. Tudo isso é para aumentar seus lucros? Sim e não. Grátis ou não, a execução de cada música rende uma quantia ao músico e/ou banda, mas está claro que o desejo de acabar com a parte desses serviços é ver a Apple levar vantagem sobre os Deezer, Spotify e Rdio..

Semelhante caso aconteceu com a Amazon, que viu a empresa sediada em Cupertino liderar uma espécie de cartel para aumentar os preços dos livros e manter sua margem de lucro e ajudar as editoras, tentando derrubar a empresa líder em vendas de livros digitais. A justiça se meteu e deu vitória à Amazon.

Como resposta a isso, Spotify e Deezer anunciaram a ampliação de seus negócios, com vídeos e podcasts, mostrando que a música será apenas mais um entre as várias opções dentro da plataforma. Por enquanto, em ambos, as novidades só estão disponíveis em poucos países – tudo isso tem no Tidal, o serviço de streming invisível.

Milhões de dólares estão em disputa nisso tudo. E a tendência é vermos um aumento significativo no marketing, inovação e ofertas de produtos. É um absurdo essa manobra da Apple, mas não é de hoje que ela trabalha assim – talvez o maior legado de Steve Jobs. Enquanto o público não for prejudicado, essa disputa é interessante para ver até onde eles vão.