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quarta-feira, 8 de abril de 2015

Rock in Rio abriu mão da Lei Rouanet? Não fez mais que a obrigação

Rock in Rio tem um seleto grupo de apoiadores (Foto: Rock in Rio/divulgação)

De cara, quem aprovou o Rock in Rio para captar recursos via Lei Rouanet já está totalmente errado. Só de patrocinadores, preço de ingressos, venda dos direitos para TV, de produtos e outras coisas, a organização do festival nem deveria ter cogitado a possibilidade de pedir renúncia fiscal de potenciais empresas.

Além disso, ninguém gosta de rasgar dinheiro. Com R$ 90 a mais no valor cheio do ingresso, dá para ter uma boa grana. Fazendo uma conta simples que une o público total dos sete dias de evento (595 mil pessoas) vezes esse valor o Rock in Rio terá quase R$ 54 milhões a mais do que se captasse o dinheiro e tivesse que vender cada ticket a R$ 260, preço combinado antes.

A Lei Rouanet é muito errada do ponto de vista de projetos. Por exemplo, supondo que o Rock in Rio tivesse conseguido o dinheiro, custava uma contrapartida a mais? Que tal um palco só para bandas independentes brasileiras? Ou a redução do preço dos produtos oficiais? Enfim, algum tipo de benefício ao público que vai ao evento, não apenas aos organizadores e as empresas, que terão suas marcas muito bem expostas na TV e em toda Cidade do Rock.

Parece que são sempre os mesmos os beneficiados pela lei, e nunca vejo um beneficiado do tamanho do Rock in Rio fazer algo relativamente importante para tentar fomentar alguma coisa que dure mais do que um ou dois finais de semana. A impressão é sempre a mesma, que eles pegam o dinheiro, expõe as empresas que estão pagando e fica por isso mesmo.

Isso é apenas mais um caso clássico de uma lei ótima que deveria funcionar igualmente para todos, mas não é assim. E, infelizmente, é uma realidade que está muito longe de mudar. Enquanto isso, vemos os mesmos ganhando milhões e muitos que tentam fazer algo levam anos para ter alguma coisa aprovada. Brasil um país de todos? Uma ova.

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