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segunda-feira, 30 de março de 2015

Festivais: Lollapalooza Brasil 2015 – como foi (de casa)


A quarta edição do Lollapalooza Brasil aconteceu no último final de semana e, assim como no ano passado, acompanhei tudo pela TV. Não que eu goste, mas a atual situação financeira não permite gastar mais de R$ 1 mil para ir ao Autódromo de Interlagos.

Do que pude ver, o primeiro dia foi o melhor – de longe. Quer dizer, não que esse ano tenha sido espetacular. Entre todas as edições, é quase certo que foi a pior escalação, olhando de maneira geral. Em um festival com Young The Giant e um monte de atrações eletrônicas, não foi difícil ver Jack White, Robert Plant, Smashing Pumpkins, St. Vincent, Interpol e até mesmo o Kasabian com shows muito superiores com relação ao resto.

Aliás, a trupe liderada por Billy (ou melhor, William) Corgan estava surpreendentemente bem, muito melhor do que na apresentação da edição chilena do festival. Lá, parecia um catadão. Aqui, parecia uma banda de verdade. O baterista Brad Wilk, do Rage Against The Machine, e o baixista Mark Stoermer, do Killers, mandaram muito bem. Espero que Corgan mude de ideia com relação aos planos de abandonar essa formação. Entre tudo que ele fez nos últimos anos, incluindo as inúmeras bobagens, ele acertou bem na escolha para essa turnê.

No sábado, Jack White e Robert Plant foram muito bem. Se o primeiro aposta em uma formação com multi-instrumentistas, guitarra alta o tempo inteiro e uma performance arrasa quarteirão, Plant fez releituras ótimas de clássicos do Led Zeppelin e apostou no repertório que vem tocando nos últimos anos – uma mistura de influências do Oriente Médio, África e Índia.

Entre o que vi todo, Kasabian vi apenas o início, Annie Clark arrebentou no show que trouxe como St. Vincent. Performático, cheio de coreografias e uma banda muito competente, foi legal ver uma mulher empunhando uma guitarra como poucos homens fazem. Espero que ela venha mais vezes ao Brasil e toque em lugares fechados, porque ver esse show mais de perto é tudo que os fãs merecem.

A cobertura da TV, como sempre, foi irregular por parte dos repórteres. Sei que fazer ao vivo não é fácil, e só posso imaginar que trabalhar em um festival por nove horas seguidas deve ser bem cansativo. Poderia acontecer uma renovação no estilo, porque é sempre a mesma coisa há vários festivais e está ficando tão sem graça, que coloquei no mudo em 90% das vezes que eles apareciam. Outra coisa que precisa melhorar muito: o som. Entra ano, sai ano, e o pessoal não acerta. Em determinado momento, está baixo; em outro, está tão alto que nem se ouve a voz.

Entre todos os Lollapalooza realizados no Brasil, esse foi o mais fraco. As atrações principais deram conta, isso acaba compensando um pouco. O problema estava mais ao longo do dia, com nomes bem questionáveis. Espero que 2016 seja melhor.

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