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quarta-feira, 10 de dezembro de 2014

O Grammy virou a festa da firma da indústria musical


Com suas quase 90 categorias, o Grammy teve seus representantes anunciados na última semana. E sabe qual a comoção que isso causou na minha timeline no Twitter? Nenhuma. Só os perfis de sites especializados deram notas sobre o assunto e falaram sobre Beyoncé ser a pessoa com mais indicações na história da premiação.

Tentei cobrir o Grammy nos primeiros anos de blog, mas é muito chato. Entre a premiação de fato e os prêmios que ninguém liga, são seis, sete horas de transmissão com nada empolgante acontecendo nesse período. Nem mesmo as piadas costumeiras sobre o que está passando na TV salva da cerimônia da chatice.

Só quem liga para isso são os músicos novatos e a indústria musical, que adora ostentar isso nas capas e nas recepções de seus escritórios. De resto, ninguém liga para o Grammy. Mas não é só isso. Nos últimos anos, o interesse dos músicos em outras plataformas, como videogames e cinema, tem diminuído ainda mais o interesse na premiação.

Quer um exemplo? O Oscar deste ano teve U2, Karen O e Pharrell Williams na categoria Melhor Canção Original. Não é pouco. Com a importância que o Oscar ganhou depois de se reinventar e ficar mais próximo do público, só de ser indicado e ir ao palco tocar sua canção já é um baita feito. Outro evento que conseguiu se reinventar foi a introdução ao Hall da Fama do Rock, que também precisou mudar ou ficaria como o evento em que as pessoas lembram como a música era boa. E não é isso que acontece. Nenhuma dessas coisas está perto de acontecer com o Grammy.

Sabe quando os empresários precisam escolher os melhores do ano e rola aquele corporativismo? O Grammy virou isso. Os executivos de gravadoras ostentam os prêmios e os músicos novatos ficam empolgados. Mas só. E o resto? E a graça? Grammy não é sinônimo de qualidade musical, nem de boas músicas. E a transmissão do evento só enche linguiça o tempo inteiro. É triste, mas ganhar já não tem a mesma graça de antes.

O que farei durante a premiação? Ainda estou pensando, mas uma maratona de House of Cards não está totalmente descartada.




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