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terça-feira, 18 de novembro de 2014

48 horas depois, o que esperar do Lollapalooza?


O Lollapalooza Brasil anunciou seu line-up durante o Fantástico, no último domingo. Confesso que esperei o quanto pude, mas desisti de assistir quando passava das 21h e ainda não havia pinta de anúncio. Preferi assistir ao quinto episódio da série-documentário do Foo Fighters, Sonic Highways. Não me arrependi.

Durante o final do domingo e na segunda-feira, pintaram vários textos sobre o line-up (o melhor deles é o do Pablo Miyazawa). Por isso, resolvi esperar quase dois dias para escrever esse texto. E nem é sobre as atrações em si, mas o que esperar do festival em sua terceira edição.

Antes de qualquer coisa, é notório que a empresa por trás do evento ainda busca fazer um trabalho rentável. As primeiras edições não deram o lucro e a expectativa é que, pela primeira vez, o Lollapalooza Brasil consiga se pagar. Nesse bolo, entram as atrações escolhidas para compor os dois dias de festival.

Ao trazer Pharrell, Bastille, Steve Aoki, Kasabian, Alt-J, The Kooks e Foster The People (de novo), os organizadores mostram que são pioneiros em estar atentos às novidades lá fora. Deles, quem não lançou disco novo neste segundo semestre, está estourado na Europa e nos Estados Unidos desde 2013, pelo menos. Isso mostra que o tempo de esperar três, quatro, cinco anos por alguém que toca na rádio todos os dias está acabando.

Já a parte de Jack White, Robert Plant e Smashing Pumpkins entra na cota “dos tios”. White nem tanto, mas os dois últimos... Aliás, uma coisa que não entendi é a presença de Plant no Lollapalooza. Li uma conversa no Twitter e concordo: ele tem muito mais cara de Rock in Rio do que de Lolla. Seu último disco, que é bom, foi pouco falado por aqui. Se o pessoal acima dos 35 anos não se empolgar para vê-lo, pode ser um dos erros dessa edição. Por isso, uma dica para quem montará os horários: coloque o velho Plant antes e no mesmo palco de Jack White.

Fora os citados, tem bastante coisa boa. Marina and the Diamonds e St. Vincent são duas atrações do bloco intermediário que merecem ser vistas de perto, principalmente a segunda, que lançou um disco incrível neste ano. Pelo que tem no YouTube, as apresentações dela são insanas, agitadas e muito acima da média. Vale a pena chegar cedo e reservar um bom lugar. E ainda temos os brasileiros. Pitty, Mombojó, Boogarins, O Terno, Banda do Mar, Far From Alaska e Baleia, para citar alguns, estão no melhor line-up nacional da história do Lolla. Não é pouco.

Diferente os anos anteriores, não há um headliner de peso (Foo Fighters, Pearl Jam e Muse foram os únicos que tiveram seus dias esgotados em três edições), mas tem bastante gente que está fazendo sucesso. Como festival virou a balada do final de semana, não é difícil imaginar que o dia com Jack White esgote. Já o outro... Só se o hype aumentar muito nas próximas semanas, porque não imagino Pharrell levando público suficiente para lotar o Autódromo de Interlagos, mas como, provavelmente, teremos Skrillex, Calvin Harris e SBTRKT no mesmo dia, isso deve ajudar nas vendas. Só não sei se o suficiente para lotar.

Dá para esperar, mais uma vez, outro bom festival. Teremos boa música, pelo menos em um dos dias, e um bom espaço mais uma vez. Claro, teremos filas, gente reclamando que não tem internet no celular para tirar aquela selfie durante o show da banda que nunca ouviu falar, teremos lama e tudo isso que já sabemos que acontecerá. Como a música importa, então o Lollapalooza ganhou pontos mais uma vez. É bom ver um festival desse porte virando um evento que move boa parte da cidade e uma pequena parcela do Brasil. Que continue assim.




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